Exposição Herança Cultural Açoriana: arte e sustentabilidade Elias Andrade e Sandra Pereira

24/05/2016 11:47

 

A exposição que apresentamos no Espaço Cultural do NEA, nos traz em forma de Arte a herança da cultural açoriana que os ilhéus nos deixaram a partir de sua chegada no século XVIII. Elias Andrade se apropria desta herança cultural açoriana e, com traços leves e soltos em suas telas, nos mostra os saberes e fazeres, lendas, tradições e a religiosidade. Já, Sandra Pereira, em suas obras, traz a valorização do saber fazer usando a Renda de Bilro nas suas criações, valorizando e divulgando este artesanato tão presente na região litorânea catarinense.

Elias Andrade ou “Índio”, como é mais conhecido, nasceu em Sambaqui (Florianópolis) na Ilha de Santa Catarina. Artista plástico autodidata tem suas obras expostas em vários países da Europa, das Américas.

O contato com a natureza e com os costumes, tradições e folclore, expressando o que há de mais autêntico na alma dos “manézinhos da ilha”, tanto em seu cotidiano, como em seu imaginário, são seus temas mais freqüentes. Mostram pescadores, arrastão, sereias, folguedos, festas populares e elementos de sua rica vivência em Sambaqui, onde pesca, “proseia” e desenha na areia. Para esta exposição “Índio” preparou uma serie de telas com a temática Renda de Bilro.

A mais surpreendente de suas exposições foi a que realizou dentro do Rio Ratones, com murais sustentados por bambus. Nessa mostra, os convidados eram levados até o local em barcos e baleeiras. Essa exposição flutuante denunciava o fechamento de um braço do Rio Ratones, aterrado para dar lugar a um ‘empreendimento turístico’.

Essa preocupação social e com a sustentabilidade são características que envolvem todo o trabalho de Elias, e fazem dele um capítulo a parte dentro da visualidade catarinense.

Sandra Pereira, reside na Ilha a mais de 15 anos, escolheu este pedacinho de terra para morar pelo encantamento das belezas naturais e a paixão pela cultura de base açoriana, muito presente aqui em Santa Catarina.Funcionária da Secretaria de Cultura da UFSC, depois de sua aposentadoria dedicou-se arte.

“Nossas luminárias surgiram do encantamento pelos trabalhos manuais e pelos objetos de decoração. Assistindo um programa de TV sobre decoração de ambientes, que incentivava o aproveitamento daquilo que não tem mais valor, resolvemos, eu meu pai, criar luminárias utilizando garrafas descartadas, dando assim um novo significado para estes recipientes que eram jogados no lixo”.

Com a proposta de valorizar a cultura local da Ilha de Santa Catarina, ela agregou na sua obra a Renda de Bilro, dando mais sofisticação a suas peças.

“Com aplicação de renda de bilro nas cúpulas das luminárias, buscamos também despertar a valorização e o fortalecimento da Rendeira, artesã que até os dias de hoje preserva a cultura açoriana, mas muitas vezes não tem este trabalho reconhecido”.

Luminárias customizadas para presentear, encantar e iluminar ambientes e pessoas com personalidade e, ao mesmo tempo, sendo sustentável.

 

SERVIÇOS

Abertura: 02 de junho as 18:30 horas

Local: Espaço Cultural do NEA – Núcleo de Estudos Açorianos

Universidade Federal de Santa Catarina

Período: 03 de junho a 01 de julho de 2016

Visitação: 2ª a 6ª feria das 9 ás 12 e das 14 às 17 horas

Informações: sandra.p@ufsc.br  fone (48)9952.3550

indioeliasandrade@hotmail.com  fone (48)9986.4988

NEA/UFSC (48) 3721.8605

Promoção

Universidade Federal de Santa Catarina

Secretaria de Cultura a Arte

Realização:

Núcleo de Estudos Açorianos da UFSC

Apoio Cultural:

Governo do Açores/DRC

Vidraçaria Cristal

Sobre os Artistas:

Sandra Pereira:

Pedagoga, aposentada da Universidade Federal de Santa Catarina, trabalhou junto a Secretaria de Cultura da UFSC onde está localizado o NEA, Núcleo de Estudos Açorianos da UFSC quando surgiu a paixão pela arte açoriana. A ideia de tornar garrafas de vidro em objetos de decoração surgiu do encantamento pelos trabalhos manuais e pela sustentabilidade. A partir da ideia apresentada num programa de TV sobre decoração de ambientes, que incentivava o reaproveitamento de resíduos, resolveu, junto com seu pai, criar luminárias utilizando garrafas recicladas, dando assim um novo significado aquilo que era descartado. “Do lixo à arte”, a artista alia nas cúpulas o uso da renda de bilro, buscando também despertar a valorização e o fortalecimento da cultura açoriana.

Elias Andrade:

Elias Andrade ou Índio, como é mais conhecido, nasceu em Sambaqui (Florianópolis) na Ilha de Santa Catarina. Artista plástico autodidata tem suas obras expostas em vários países da Europa, das Américas e da Oceania.
O contato com a natureza e com os costumes, tradições e folclore, expressando o que há de mais autêntico na alma dos “manézinhos da ilha”, tanto em seu cotidiano, como em seu imaginário, são seus temas mais freqüentes. Mostram pescadores, arrastão, sereias, folguedos, festas populares e elementos de sua rica vivência em Sambaqui, onde pesca, “proseia” e desenha na areia. Elias Andrade, o “Índio”, é original não apenas na sua pintura. A forma com que expõe seus trabalhos é absolutamente única. Expõe regularmente em ambientes naturais, como embaixo das pitangueiras da Ponta ou nas fortalezas da ilha, sempre preocupado em levar a arte onde o povo está. A mais surpreendente de suas exposições foi a que realizou dentro do Rio Ratones, com murais sustentados por bambus. Nessa mostra, os convidados eram levados até o local em barcos e baleeiras. Essa exposição flutuante denunciava o fechamento de um braço do Rio Ratones, aterrado para dar lugar a um ‘empreendimento turístico’. Essa preocupação social e as características que envolvem todo o trabalho de Elias fazem dele um capítulo a parte dentro da visualidade catarinense.

 

Exposição ILHA TERCEIRA/ILHA DE SANTA CATARINA: Um paralelo iconográfico, por Paulo Ricardo Caminha

09/05/2016 08:39

A exposição traça um paralelo das ilhas (Terceira nos Açores/Portugal e a de Santa Catarina/Florianópolis/SC) através de imagens do século passado, nos apresenta vários aspectos da cultura açoriana como: costumes, tradições, folclore, arquitetura, e no saber fazer, que evidenciam as semelhanças de cá com além mar.

Paulo Caminha, sempre ouviu histórias e estórias que seu avô contava, dos casos raros ocorridos na ilha de Santa Catarina.  Influenciado por estas historias de Florianópolis em 1988 ele começa a recolha de documentos e imagens da antiga cidade, onde hoje possui um importante acervo iconográfico tanto da Ilha de Santa Catarina como Ilha Terceira – Açores, sendo um dos principais acervos fotográficos particulares nesta temática da cidade de Florianópolis e o maior acervo de imagens do século passado fora do arquipélago dos Açores.

O Espaço Cultural do do IFSC (Instituto Federal de Santa Catarina – Campus São Jose) traz esta exposição no mês de maio, mostrando que mesmo depois de ter passado mais de 268 anos da chegada dos açorianos ainda mantemos uma herança cultural muito forte que nos liga diretamente ao Arquipélago dos Açores. Nesta exposição você poderá compara imagens da Ilha Terceira (Açores) com a Ilha de Santa Catarina (Florianópolis) como: festa do divino, arquitetura civil, rural ou militar, cais e portos, artesanato, etc.

A pesquisa e curadoria é de Paulo Ricardo Caminha, a exposição é

composta de 12 painéis no tamanho de 1,20mX0,50m e um painel de 200x100cm com imagens do século passado aplicadas em PVC.

 

 

 

Local: Instituto Federal de Santa Catarina/ IFSC/Campus São José

(Rua: José Lino Kretzer, 608 – Praia Comprida – São José)

Período: 09 a 21 de maio de 2016

Visitação: 2ª a 6ª Feira das 8:30 as 17:30 horas

 

Promoção: Instituto Federal de Santa Catarina – Campus São Jose

Universidade Federal de Santa Catarina/SECULT

Realização: Núcleo de estudos Açorianos/UFSC

Diretoria de Ensino IFSC/Campus São José

Apoio Cultural: Governo Regional dos Açores

Informações: Paulo Caminha (048)9919.3886 ou João Pacheco (48)9624.0457

 

 

 

SINTESE DO CURRÍCULO:

 

Paulo Ricardo Caminha nasceu no município de Florianópolis no dia 11 de maio de 1958.  É formado em engenharia mecânica pela Universidade Federal de Santa Catarina e mestre em engenharia civil pela mesma universidade. Trabalha na área de saneamento há 26 anos.

Um grande interesse pela terra dos povoadores açorianos, direcionou para os seus  estudos de um fenômeno chamado AÇORIANIDADE e em 2002 foi selecionado para o curso “Açores, em Busca das Raízes” oferecido pela DRC – Direcção Regional das Comunidades que aconteceu nas ilhas Terceira, Pico e Faial. No ano de 2003, na Presidência da CAISC – Casa dos Açores Ilha de Santa Catarina, participou deste mesmo curso ministrado no município de Florianópolis onde foi coordenador.
Após sua primeira viagem aos Açores em 2002, teve início a participação no programa radiofônico “Manhãs de Sábado” da Rádio e Televisão Portuguesa – RTP Antena 1 Açores, sob o comando do radialista Mário Jorge Pacheco. A participação de uma forma assídua aconteceu em 2007, onde até o término do programa em fevereiro de 2011, esteve presente em todas as edições do programa.

Sempre com objetivo de chamar a atenção para a importância de nosso patrimônio histórico e para a preservação de nossa arquitetura e monumentos, promoveu inúmeras exposições fotográficas com o tema Florianópolis antigo. Uma das atuações principais foi no movimento que culminou com o tombamento da Ponte Hercílio Luz em nível municipal, estadual e federal, bem como o movimento em prol de sua restauração.

 

Participação em entidades culturais:

– Conselheiro do Núcleo de Estudos Açorianos da Universidade Federal de Santa Catarina,
– Presidente da Fundação Pró-Florianópolis, além de diversos outros cargos nesta mesma entidade,
– Casa dos Açores Ilha de Santa Catarina (Presidente, vice-presidente, diretor de relações internacionais),
– Atualmente é Vice-presidente do Conselho Municipal de Políticas Culturais de Florianópolis.

 

Palestras e exposições proferidas no Brasil e exterior (Sempre abordando o tema herança cultural de base açoriana):

– Festa do Emigrante na Ilha das Flores, Açores – Portugal em 2003,
– Universidade de York em Toronto – Canadá em 2007,
– Universidade de Toronto – Canadá em 2007,
– Casa dos Açores do Ontário- Canadá em 2007,
– Associação Musical Portuguesa de Montreal – Canadá em 2007,
– Universidade dos Açores – Congresso A Voz dos Avós Açores – Portugal em 2008,

– Congresso da Associação das Empresas de Saneamento Básico Estaduais, Florianópolis em 2009

– DarCena – Festival de Teatro da Ilha Terceira – Palestra intitulada A Invenção do Brasil – Contribuição Açoriana e Herança Cultural – Açores – Portugal – outubro de 2011.

– Exposição fotográfica Ilha Terceira/Ilha de Santa Catarina – Paralelo Iconográfico – Açores – Portugal em outubro de 2011.

 

Condecorações recebidas:

– Troféu Manezinho da Ilha em 1996
– Medalha do Mérito do Município de Florianópolis através da LEI Nº 8562/2011, de 15/03/2011

– Voto de Saudação ao Programa de Rádio da Antena 1 Açores “Manhãs de Sábado” e seus colaboradores, aprovado por unanimidade pela Assembleia Legislativa Regional dos Açores (Processo 27.07/IX de 14 de Abril de 2011)

– Troféu Açorianidade 2011, recebendo o Troféu Ilha de São Jorge que homenageia uma personalidade no estado de Santa Catarina cujo objetivo de reconhecer e valorizar o trabalho de Instituições, Pessoas e Empresas, com trabalhos em prol da Cultura de Base Açoriana do estado de Santa Catarina.

 

Participações em filmes na qualidade de pesquisador ou colaborador:

– Ponte Hercílio Luz Patrimônio da Humanidade de Zeca Pires

– Cruz e Sousa o Poeta do Desterro de Sílvio Back

– Capitão Imaginário de Chico Faganello
– A Antropóloga de Zeca Pires

Exposição: Herança Açoriana na Ilha de Santa Catarina, fotografias de Joi Cletison

15/04/2016 14:54


A Exposição esta montada no Museu Histórico Emílio da Silva, na cidade de Jaraguá do Sul e fica aberta ao público até dia 8 de maio de 2016. A exposição mostra a presença Açoriana na Ilha de Santa Catarina, é composta de 24 imagens ampliadas em papel fotográfico brilhante (65X50) que nos mostram vários aspectos que a colonização açoriana nos legou na arquitetura, na religiosidade, no folclore, no artesanato e outros.

É claro que a cultura deixada pelos lusitanos incorporou outros elementos, mas conserva os traços de sua autenticidade. Para mostrar isto o NEA/UFSC organizou esta exposição de fotografias, onde mostramos a Arquitetura Luso-Brasileira com suas técnicas construtivas, o Artesanato com as belas rendas de bilro, cerâmica utilitária, tapeçaria que fazem parte do saber fazer deixados pelos nossos antepassados. No folclore mostramos as nossas Danças Folclóricas, o Terno de Reis e na Religiosidade escolheu as festas e romarias.

A autoria das imagens é do historiador e fotografo  Joi Cletison, que atualmente é diretor do Núcleo de Estudos Açorianos da UFSC e que atua como fotógrafo a mais de 30 anos, tem diversas exposições realizadas no Brasil e no exterior.

 

Maiores Informações:

Contato: (47) 3371.8346 ou (47) 37218605.

E mail:    joicletison@gmail.com   ou museuhistorico@jaraguadosul.sc.gov.br

 

Serviços:

Local: Museu Histórico Emilio da Silva, Jaraguá do Sul- SC – Brasil.

Período: 08/04 a 08/05/2016.

Realização: Núcleo de Estudos Açorianos/SeCult/UFSC.

Museu Histórico de Santa Catarina.

Palestra: ” A colonização Açoriana e seus reflexos em Garopaba”

13/04/2016 17:04

No dia 04 de maio na Câmara de Vereadores de Garopaba será realizada a palestra: “A Colonização Açoriana e seus reflexos em Garopaba”, com o professor/historiador  Nereu do Vale Pereira. Estarão presentes na palestra os professores João Pacheco IFSC – São José/SC e o historiador Fernando Bitencourt.

 

Nereu do Vale Pereira é professor doutor em sociologia, economista, folclorista e dirigente esportivo. É natural da Ilha de Santa Catarina e descendente da sexta geração dos colonizadores açorianos do ano de 1749. Após lecionar por 42 anos em diversas instituições de ensino de todos os níveis e graus, aposentou-se pela Universidade Federal de Santa Catarina – UFSC.

Convite

Data: 04/05/2016.

Local: Câmara de Vereadores de Garopaba.

Horário: 19 horas ( Entrada Franca).

Realização: MARÉ – Movimento Açoriano de Resgate/ Garopaba, Espaço de Arte e Cultura MORIÇO, Câmara de Vereadores de Garopaba.

 

 

 

Palestra Arte de Mãos: um olhar etnográfico sobre o saber fazer das rendeiras da Ilha do Pico – Açores

11/04/2016 14:28

Dia 19 de abril, no auditório do Centro de Ciências da Educação (CED), será realizada a palestra “Arte de Mãos, um olhar etnográfico sobre o saber-fazer das rendeiras da Ilha do Pico (Açores)”, com a professora Teresa Perdigão.

Teresa Perdigão é licenciada em Línguas e Literaturas Modernas e Mestra em Antropologia. Em 1996, cursou Antropologia e Imagem no Museu Nacional de Etnologia. Tem-se dedicado, como antropóloga, à investigação na área das culturas regionais focalizando os seus trabalhos em temas relacionados à religiosidade, aos costumes e às tradições de raízes europeias. E é inserida nestas temáticas que tem colaborado com jornais e revistas, que tem feito conferências, realizado filmes e publicado livros. Palestra: “Arte de Mãosum olhar etnográfico sobre o saber-fazer das rendeiras da Ilha do Pico (Açores)”.

Palestra Arte de Mãos

Data: 19/04/2016

Local: Auditório do CED/UFSC

Horário: 15 horas

Realização: PET – Pedagogia, Literalise e Núcleo de Estudos Açorianos (NEA)

 

 

 

Cidades Irmãs: Açores e Santa Catarina

19/11/2015 10:12

O Núcleo de Estudos Açorianos da UFSC concluiu mais uma geminação de cidade Catarinense com uma cidade no Arquipélago dos Açores. A cidade de São Roque, no Pico (Ilha do Pico/Açores/Portugal) é cidade Irmã de São Francisco do Sul/SC. Hoje temos dezenas de cidades catarinenses geminadas com cidades açorianas.

O Núcleo de Estudos Açorianos tem como proposta a valorização, preservação e divulgação das raízes culturais trazidas pelos emigrantes açorianos que aqui chegaram em meados do século    XVII e deixaram marcas expressivas na formação do estado de Santa Catarina. Uma das ações que desenvolvemos é realizar a geminação de cidades daqui do Litoral Catarinense com o Arquipélago dos Açores, pois assim estamos aproximando a gente daqui com os residentes nas Ilhas Açorianas.

São Roque, do Pico

 Depois de assinado o Protocolo de Cooperação entre as duas cidades, o NEA deixa as cidades geminadas caminharem com suas próprias pernas nos intercâmbios possíveis nas áreas:            cultural, turística, conhecimento, pesquisa, institucional ou comercial. Pois, o protocolo é bem amplo possibilitando a atuação das duas cidades em vários campos, isto resultará na                aproximação de pessoas de cá e lá e conseqüentemente a preservação das nossas raízes culturais.

 No dia 15 de dezembro deste ano, uma comitiva da cidade de São Francisco do Sul estará na Ilha do Pico assinando o Protocolo de Cidades Irmãs e provavelmente no mês de fevereiro de         2016, uma delegação da cidade de São Roque do Pico desembarcará em Santa Catarina para conhecer a cidade de São Francisco do Sul.

 Também está para ser concluída a Geminação da cidade de Içara em Santa Catarina com a cidade de Lajes das Flores na Ilha das Flores no arquipélago dos Açores.

São Roque, do Pico.

São Francisco do Sul.

22º Festa da Cultura Açoriana de Santa Catarina – Bombinhas será o cenário da tradição açoriana no Estado

28/09/2015 09:20

Apresentações de danças folclóricas, música, artesanato, religiosidade e gastronomia terão lugar em 02 à 04 de outubro de 2015 na cidade de Bombinhas.

De 2 à 4 de outubro de 2015, a cidade de Bombinhas, litoral norte catarinense, será o palco das manifestações culturais e folclóricas mais representativas da Cultura de Base Açoriana do nosso Estado. Às 18:00 horas de sexta-feira (2/10), na Praia de Bombas, inicia o 22º Açor, a maior Festa da Cultura Açoriana do Brasil. Durante os três dias de festa , reununiremos uma mostra do que há de mais autêntico da cultura açoriana no folclore, artesanato, gastronomia e religiosidade. A entrada é franca.
Um total de 104 instituições culturais, 43 grupos folclóricos e seis cantorias do Divino Espírito Santo.
O 22º AÇOR é uma promoção da Prefeitura Municipal de Bombinhas em parceria com a Universidade Federal de Santa Catarina, contando com apoio do Governo dos Açores. A Festa da Cultura Açoriana de Santa Catarina acontece a cada ano em uma cidade diferente do litoral catarinense. A sede do evento é escolhida pelo Conselho Deliberativo do Núcleo de Estudos Açorianos da UFSC, Núcleo de é o realizador do evento.
Neste ano, mais de 70 apresentações folclóricas e quatro shows musicais constam da programação da festa, que pode ser conferida no site www.nea.ufsc.br Também estão programadas exposições, apresentações folclóricas, oficinas e exibição de documentários gravados em Santa Catarina e no Arquipélago dos Açores. O publico visitante será recepcionado em um grande pavilhão onde funcionará uma praça de alimentação para oferta de pratos da culinária açoriana local. Destacamos a uma área com 58 Estandes Culturais apresentando o artesanato regional de influência açoriana de 30 municípios, e 74 instituições do litoral catarinense. Nesse espaço, artesões vão produzir ao vivo e comercializar suas peças.
As escolas do município, que desenvolveram durante todo o ano conteúdos e atividades pedagógicas em torno da imigração e do seu legado no litoral catarinense, e vão mostrar os resultados alcançados. Teremos 13 estandes das escolas municipais e estaduais deda cidade de Bombinhas mostrando o conteúdo trabalho durante o ano com alunos, professores e comunidade de Bombinhas. As unidades de ensino apresentarão de dança folclórica, brincadeiras infantis, lendas, produção tradicional, a pesca artesanal e outros temas, participarão tambemparticiparão do desfile de abertura. O envolvimento dos jovens estudantes faz com que o trabalho em preservação e valorização da cultura açoriana não termine na festa. “Mobilizamos todas as escolas municipais e estaduais da cidade de Bombinhas na preparação do 22ºAçor, o que significa que estamos ajudando a criar um processo de valorização da herança cultural”, avalia o coordenador do NEA, Joi Cletison.
Na estreia, no dia 2 de outubro, após a abertura dos estandes, das exposições temáticas e da visita das autoridades aos estandes culturais, haverá apresentações folclóricas das 21:00 às 23:00 horas. O show musical Grupo Cantadores de Engenho de Bombinhas, fará o encerramento do primeiro dia do evento. No sábado, dia 3, às 10 horas, no Bairro José Amandio, teremos o Desfile Etnográfico dos Grupos Participantes. As apresentações folclóricas iniciam às 12 horas no Pavilhão do evento na Praia de Bombas e vão até às 23:00 horas. Logo a seguir o Grupo Nilera e Banda, de Florianópolis,, encerra a noite de sábado com um grande show. No domingo, às 9:30 horas, na Igreja Nossa Senhora da Imaculada Conceição, está prevista missa com o esperado Encontro das Bandeiras e Foliões do Divino Espírito Santo. Estão confirmadas seis cantorias (folias) e 20 bandeiras do Divino Espírito Santo de vários municípios. Logo após a missa inicia-se as apresentações folclóricas e abertura dos estandes culturais.A festa encerra às 20 horas com a apresentação da banda Sarau Afro Açoriano, da cidade de Porto Belo.
Entre as exposições está “Açores”, com cenas do folclore, gastronomia e costumes de várias Ilhas do Arquipélago açoriano fotografadas por Joi Cletison. O fotógrafo português Mauricio de Abreu também participa com a exposição “Os Açores”.
O AÇOR já foi realizado nas cidades de, Imaruí, Imbituba, Penha, Içara, Porto Belo, Garopaba, São José, Araquari, Tijucas, São Francisco do Sul, Barra Velha, Laguna, Governador Celso Ramos, Itajaí, Palhoça, Sombrio e Florianópolis. O Núcleo de Estudos Açorianos da UFSC não perde de vista um de seus grandes objetivos ao criar a festa: “Queremos em breve ter no litoral de Santa Catarina um corredor turístico-cultural com várias festas apresentando a nossasraízes e, principalmente, a cultura popular”, relembra Joi. Atualmente o NEA atua em 46 municípios do litoral de Santa Catarina, promovendo palestras, cursos, exposições e desenvolvimento de pesquisas que buscam preservar e divulgar a cultura açoriana.

Promoção

Universidade Federal de Santa Catarina (Secretaria de Cultura da UFSC)
Prefeitura Municipal de Bombinhas

Realização

Núcleo de Estudos Açorianos da UFSC
Fundação Municipal de Cultura de Bombinhas

Patrocínio

FUNCULTURAL do Governo do Estado de Santa Catarina

Apoio Cultural

Direção Regional das Comunidades/Governo dos Açores

A programação Completa do 21º AÇOR

Mais informações:

Núcleo de estudos Açorianos/UFSC (48) 3721.8605
www.nea.ufsc.br
Fundação Municipal de Cultura de Bombinhas (47) 3264.7478
www.culturabombinhas.com.br
Facebook/culturabombinhas

Solenidade de entrega do Troféu Açorianidade e Lançamento do 22º AÇOR

10/09/2015 10:28

Bombinhas será cenário de muita emoção, tradição e história na entrega do Troféu Açorianidade 2015. A Cerimônia que acontecerá no dia 18 de setembro de 2015, na cidade de Bombinhas, faz o lançamento da 22ª Festa da Cultura Açoriana em Santa Catarina, a maior evento do gênero no País.

A Prefeitura de Bombinhas, por meio da Fundação Municipal de Cultura, e o Núcleo de Estudos Açorianos – NEA, da UFSC, convidam você para a solenidade de entrega do Troféu Açorianidade 2015, na próxima sexta-feira, dia 18 de setembro, às 19 horas, evento que acontecerá no Centro de Eventos da Pousada Vila do Farol, Centro de Bombinhas. Na ocasião estarão representantes das 38 cidades, e das 70 agremiações que compõem o Conselho Deliberativo do Núcleo de Estudos Açorianos – NEA/UFSC, comunidades e autoridades, além dos 12 agraciados com o Troféu desse ano.
A cerimônia traz uma pequena demonstração do que Bombinhas prepara para a 22ª Festa da Cultura Açoriana de Santa Catarina, de 2 e 4 de outubro, além de oficializar o lançamento dos festejos.

Os troféus têm os nomes em alusão às nove Ilhas do Arquipélago dos Açores, sendo o 10º Troféu, denominado Ilha de Santa Catarina, conhecida carinhosamente como a décima ilha. Ainda, serão entregues o Troféu 22º Açor, à Bombinhas cidade sede dos festejos, e o Troféu Especial. Criada em 1996, a distinção reverencia todos os anos 10 personalidades ou instituição, cada uma com um troféu alusivo ao nome de uma Ilha do Arquipélago Açoriano: São Miguel, Pico, Terceira, São Jorge, Graciosa, Santa Maria, Faial, Corvo, Flores. O último troféu leva o nome da Ilha de Santa Catarina. Os nomes dos homenageados são indicados e aprovados, por votação, pelo Conselho Deliberativo do NEA, integrado por 65 instituições (prefeituras, universidades, fundações e associações culturais) com sede e que atuam no litoral de Santa Catarina com a preocupação de preservar os traços da cultura açoriana. Eleito por concurso público, o design do Troféu Açorianidade é de criação do artista plástico João Aurino Dias (Dão).

Durante a solenidade haverá apresentações culturais, muita emoção e algumas surpresas guardadas a sete chaves pela organização. A presidente da Fundação Municipal de Cultura, Nívea Maria da Silva Bücker, ressalta que a noite é considerada de gala para comunidade bombinense. “É uma noite muito especial, pois, reconhecemos publicamente pessoas, empresas e instituições que batalham pela manutenção e valorização da cultura tradicional. É uma honra para a nossa equipe planejar e realizar este acontecimento”, destaca Nívea.

O que: Solenidade de Entrega do Troféu Açorianidade e Lançamento do 22 Açor
Quando: 18 de setembro – sexta-feira, às 19 horas.
Onde: Centro de Eventos da Pousada Vila do Farol – Av. Vereador Manoel José dos Santos, 1493, Centro – acesso pela Rua Pampo

Promoção: Universidade Federal de Santa Catarina / SECULT
Prefeitura de Bombinhas
Realização: Núcleo de Estudos Açorianos – NEA/UFSC
Fundação Municipal de Cultura de Bombinhas
Apoio Cultural: Santa Catarina Turismo S/A – SANTUR
Governo dos Açores / Direção Regional dos Açores
Patrocínio: FUNCULTURAL – Governo de Santa Catarina

Agraciados com o Troféu Açorianidade 2015.

Troféu Ilha Terceira (Grupo Folclórico)
Grupo Folclórico Municipal Alma Açoriana – Barra Velha

Troféu Ilha de São Jorge (Personalidade)
Maria da Graça Pereira – Porto Belo

Troféu Ilha do Pico (Mestre dos Saberes e Fazeres)
Valdeli Cardoso de Souza (Lili da Rabéca) – Florianópolis

Troféu Ilha do Faial (Administração Municipal)
Prefeitura Municipal de São Francisco do Sul

Troféu Ilha da Graciosa (Pesquisador)
Maria do Carmo Ramos Krieger – Penha

Troféu Ilha das Flores (Artista Plástico)
Miriam Vaccarelli – Bombinhas

Troféu Ilha de São Miguel (Instituição Ensino Superior ou Cultural)
Casa Açoriana Artes e Tramoias – Florianópolis

Troféu Ilha do Corvo (Artesão)
Zenirma Martinha Martins (Nilda) – Palhoça

Troféu Ilha de Santa Maria (Empresa Patrocínio/Veículo Comunicação)
Pousada Vila do Farol – Bombinhas

Troféu Ilha de Santa Catarina (Escola de Ensino Fundamental/Médio)
Escola Municipal José Fernandes Silveira – Içara

Troféu Açorianidade 2015 – Especial
Joi Cletison Alves – Florianópolis

Troféu Açorianidade 2015
22º Açor – Festa da Cultura Açoriana de Santa Catarina
Prefeitura de Bombinhas

Florianópolis recebe mostra inédita de cinema açoriano

16/06/2015 15:37

A imigração açoriana no litoral de Santa Catarina, no século 18, deixou um rico legado na arquitetura, nas artes e nos modos de vida da população de Florianópolis. Ampliando o intercâmbio cultural com o arquipélago português, a cidade recebe uma mostra inédita de cinema açoriano, que inclui os filmes Partilha-O Império de João do Bom e o Livreiro de Santiago. A exibição acontece nesta sexta-feira (19), às 19 horas, e no sábado (20), às 16 horas, na Casa da Memória, com entrada franca.

Realizado pelo Núcleo de Estudos Açorianos da Universidade Federal de Santa Catarina (NEA/UFSC), em parceria com a Secretaria de Cultura de Florianópolis, o evento contará com a presença dos cineastas Tiago Rosas e José Medeiros, que participam de conversa com o público após as sessões. A dupla está retornando do 17º Festival de Cinema Europeu, realizado no Chile, onde o filme O Livreiro de Santiago foi exibido.

A mostra em Florianópolis pretende apresentar um pouco da produção audiovisual que está ganhando força nos Açores. Além de participação em festivais da Europa, o cinema açoriano também vem sendo fomentado com a realização de eventos locais, que contribuem para divulgar a produção artística no arquipélago e criar espaços de debate e reflexão sobre o fenômeno das migrações e da interculturalidade.

Alma açoriana

Marcado pela religiosidade, o documentário Partilha -O Império de João do Bom, dirigido por Tiago Rosas, com participação de Zeca Medeiros, será apresentado na sexta-feira (19), às 19 horas. Em 85 minutos, o filme mostra a Festa do Divino Espírito Santo na localidade de João do Bom, no Pilar da Bretanha, na Ilha de São Miguel, abrangendo desde os preparativos até o encerramento dos festejos com a cerimônia de coroação do imperador.
O documentário retrata o envolvimento popular na realização da festa, que é uma das manifestações mais expressivas dos Açores, e que foi introduzida em Florianópolis pelos imigrantes açorianos, em 1748. Na capital catarinense a tradição é mantida em 14 comunidades, formando um ciclo festivo que vai de maio a setembro.
No sábado (20), o público poderá conferir a história do primeiro editor do escritor Pablo Neruda, no longa-metragem O Livreiro de Santiago, dirigido por Zeca Medeiros. Com uma hora e meia de duração, o filme traz no elenco, entre outros atores, o próprio Medeiros e a atriz Maria do Céu Guerra, que participou do Floripa Teatro – Festival Isnard Azevedo, promovido pela Fundação Cultural de Florianópolis Franklin Cascaes em 2012.
Baseado em uma história real, O Livreiro de Santiago relata a saga de Carlos Jorge Nascimento, considerado um dos maiores incentivadores da literatura chilena o século 20. Açoriano, nascido na pequena Ilha do Corvo, ele deixou a terra natal em 1905, aos 20 anos, para ganhar a vida na caça às baleias. Por diversas circunstâncias, o corvino acabou chegando ao Chile, onde foi morar com um tio, de quem acabou comprando uma antiga livraria. Apaixonado pelo trabalho, editou o primeiro livro do ainda desconhecido escritor Pablo Neruda. Mais tarde, em 1971, o poeta chileno conquistou o Prêmio Nobel de Literatura.

O quê: Mostra de Cinema Açoriano
Quando: sexta-feira (19) – 19 horas
Exibição do filme “Partilha – O Império de João do Bom”, de Tiago Rosas

sábado (20) – 16 horas
Exibição do filme “O Livreiro de Santiago”, de José Medeiros
Onde: Casa da Memória de Florianópolis
Rua Padre Miguelinho nº 58 – Centro
(48) 3333-1322
Quanto: gratuito

Sobre José Medeiros

Natural da Ilha de São Miguel, nos Açores, José Medeiros é músico, ator, compositor e diretor de cinema. Conhecido no meio artístico como Zeca Medeiros, iniciou a carreira na música a bordo do navio Funchal, que fazia a ligação marítima entre as ilhas dos Açores e da Madeira. Tem vários discos lançados e algumas premiações na música, entre elas, o Prêmio Açores Música 2006.
Zeca Medeiros trabalhou na Rede de Televisão Portuguesa (RTP) em Lisboa por quase três décadas, onde passou por várias funções. Com a chegada das transmissões de TV aos Açores, retornou à terra natal onde passou a desenvolver projetos audiovisuais. Entre suas obras destacam-se as séries “Mau Tempo no Canal”, “Xailes Negros”, “Balada do Atlântico”, “O Barco e o Sonho”.

Sobre Tiago Rosas

Webdesigner por formação, Tiago Rosas é fundador da empresa Anfíbios – Atelier de Soluções Informáticas, e também do Açores primeiro portal de divulgação do arquipélago na internet. A partir desse e de outros trabalhos, teve contato com a linguagem do cinema e se apaixonou pelo universo da animação. Atualmente escreve textos para séries de televisão e atua também em produção e direção de filmes de animação, documentário e ficção.
Um dos seus trabalhos, o curta de animação “História dos Açores” foi premiado em 2013 no II Panazorean Film Festival, realizado em Ponta Delgada, na Ilha de São Miguel. Recentemente, produziu o longa-metragem Raízes. Além do cinema, Tiago atua na área de fotografia, tendo realizado vários trabalhos em parceria com José Medeiros.