Núcleo de Estudos Açorianos da UFSC
  • Exposição: AÇORES Fotografias de Joi Cletison e objetos do acervo do NEA

    Publicado em 13/04/2018 às 15:28

    A exposição do Espaço Cultual do NEA, intitulada Açores, foi organizada para recepcionar o Dr. Vasco Cordeiro Alves, Presidente da Região autônoma dos Açores, que estará em visita oficial a UFSC no dia 19 de abril próximo.

    A exposição “Açores” é composta por imagens de Joi Cletison, ampliadas tamanho 80X100cm. Estas imagens foram feitas em várias ilhas do Arquipélago dos Açores, mostram arquitetura, festas populares, costumes tradicionais, e as belezas naturais do arquipélago. Na exposição poderemos ver imagens das Ilhas do Pico, São Jorge, Terceira, Graciosa, Faial, São Miguel e Corvo. Também faz parte desta mostra diversos objetos do Acervo do Núcleo de Estudos Açorianos como: viola de dois corações, Coroa do Espírito Santo, rabeca, trajes folclóricos e muito mais.
    A exposição também integra as comemorações dos 270 anos da chegada dos emigrantes açorianos para povoar o Sul do Brasil (1748 a 1756), especificamente o Estado de Santa Catarina. No ano de 2018 acontecerão diversas comemorações aqui no litoral catarinense, e também no Arquipélago dos Açores, abordando a Cultura Açoriana.
    A Assembleia Legislativa de Santa Catarina instituiu que 2018 será o “Ano da Cultura Açoriana” no Estado Catarinense. Diversas prefeituras de cidades litorâneas de Santa Catarina decretaram, em seus municípios, por meio das Câmaras Municipais, que 2018 é o “Ano da Cultura Açoriana”.

     

    INFORMAÇÕES:
    Telefone (48) 3721.8605 ou via e-mail: joicletison@gmail.com

    SERVIÇOS:
    Local: Espaço Cultural do NEA
    Núcleo de Estudos Açorianos
    Universidade Federal de anta Catarina
    Florianópolis – SC- Brasil
    Período: 17 de abril a 25 de maio de 2018
    Segunda a sexta feira das 9 as 12 e das 14 as 17 horas
    Promoção: Universidade Federal de santa Catarina
    Núcleo de Estudos Açorianos
    Secretaria de Cultura e Arte
    Apoio Cultural: Governo Autônomo dos Açores
    Realização: Núcleo de Estudos Açorianos


  • EXPOSIÇÃO O CARNAVAL NA ILHA TERCEIRA – Um Festival de Teatro Popular Fotografias de Joi Cletison

    Publicado em 16/02/2018 às 12:22

    A mostra fotográfica é comemorativa aos 270 anos do povoamento açoriano em Santa Catarina que comemoramos no ano 2018. Foi um grande projeto da Coroa Portuguesa de transferência em massa de gente do arquipélago dos Açores para ocupar o Brasil Meridional, os primeiros imigrantes chegaram a Ilha de Santa Catarina, vila de Nossa Senhora Desterro em 06 de janeiro der 1748, após terem realizado uma viagem de quase três meses embarcados.

    Esta exposição é o resultado de uma maratona de fotográfica chamada “Gestos e Gente no Carnaval Terceirense” que aconteceu no carnaval dos Açores e foi organizado pela Presidência do Governo Regional dos Açores através da Direcção Regional das Comunidades. A proposta era fotografar o carnaval da Ilha Terceira nos Açores, que é uma coisa atípica. Convidaram para participar deste projeto fotógrafos do Brasil, Canadá e EUA onde encontramos imigração açoriana muito forte. Do Brasil foram fotógrafos do Rio de Janeiro, do Rio Grande do Sul e o terceiro foi Joi Cletison representando Santa Catarina.
    A proposta foi fotografar durante os quatro dias de carnaval os “Bailinhos” que acontecem somente na Ilha Terceira nos Açores. Na Ilha Terceira temos duas cidades Angra do Heroísmo e Praia da Victoria.

    O que são os bailinhos? Cada freguesia (bairro) organiza o seu próprio grupo que compõe uma música (letra e arranjos), montam uma coreografia, criam um figurino próprio e depois ensaiam. Nas noites de carnaval se apresentam em sua localidade e depois percorrem as diversas comunidades da Ilha fazendo apresentações.
    O fotógrafo Joi Cletison viveu intensamente esta experiência nos quatro dias de carnaval de 2006, fotografando tarde, noite e nas madrugadas de sábado a terça feira de carnaval, tem mais de 900 imagens deste grande festival. Para Joi é impressionante em todos os aspectos “funciona perfeitamente sem que ninguém seja responsável pela organização sai um Grupo e entra outro, o público é fiel permanece ali o tempo todo mantendo os teatros lotados.

    Cada grupo cuida do tema, letra, música, figurino, transporte e recursos financeiros para montagem. A comunidade oferece apenas o espaço para apresentação e um lanche depois da apresentação. Cada grupo chega a fazer 8 apresentações durante a noite em locais diferentes. Usam como tema os acontecimentos corriqueiros do dia a dia como a política e outros”.

    A apresentação da exposição é do escritor e poeta açoriano Álamo de Oliveira. Que já compôs diversas marchas para este carnaval e também foi responsável por várias montagens teatrais e diversos bailinhos de carnaval.

     
    Local: Espaço Cultural do NEA
    Núcleo de Estudos Açorianos
    Universidade Federal de Santa Catarina
    Período: 05/02 a 30/03/2018
    Visitação: Segunda a sexta feira das 9 as 12 e das 14 às 17 horas

    MAIS INFORMAÇÕES: (48)3721.8605, (48) 99982.8938
    E mail joicletison@gmail.com
    Promoção da exposição:
    Universidade Federal de Santa Catarina – SECARTE
    Governo Regional dos Açores – DRC
    Realização:
    Núcleo de Estudos Açorianos da UFSC


  • Programação da 24º Festa da Cultura Açoriana de Santa Catarina

    Publicado em 09/11/2017 às 9:35


  • 24º Festa da Cultura Açoriana de Santa Catarina

    Publicado em 30/10/2017 às 16:57

    Troféu Açorianidade 2017.

    Conselho Deliberativo do Núcleo de Estudos Açorianos da Universidade Federal de Santa Catarina instituiu, em 1996, o Troféu Açorianidade com objetivo de reconhecer e valorizar o trabalho de Instituições, Pessoas e Empresas, em prol da Cultura de Base Açoriana do estado de Santa Catarina.

    A escolha de pessoas, profissionais, empresas e instituições que receberão os troféus é feita anualmente pelo Conselho Deliberativo do Núcleo de Estudos Açorianos. Este Conselho é formado por 62 representantes das Prefeituras Municipais do litoral catarinense, Universidades Regionais, Fundações e Associações Culturais, Grupos Folclóricos, que atuam no litoral catarinense. Os componentes do Conselho Deliberativo têm o direito de fazer as indicações e posteriormente participarem da eleição dos agraciados.

    A criação do protótipo do Troféu Açorianidade foi feita através de concurso público realizado em 1996, aberto a todo Estado de Santa Catarina sendo vencedor o Artista Plástico João Aurino Dias “Dão”. Nesta obra podemos ver a presença da religiosidade através da Bandeira e Pomba do Divino Espírito Santo, notamos a presença de um bote baleeiro, embarcações trazidas pelos açorianos e no verso deste troféu têm o registro de movimentos da dança folclórica açoriana.

    Os nomes destes troféus fazem menção às nove ilhas do Arquipélago Açoriano. A Ilha de Santa Catarina empresta o nome ao décimo troféu, que acreditamos ser a décima Ilha do arquipélago Açoriano.

    Assim, convidamos vocês para participarem desse momento de congraçamento com as pessoas e instituições agraciadas com o Troféu Açorianidade 2017.

    Anexo o convite: convite 24 açor

     

     


  • Exposição fotográfica: JANELAS

    Publicado em 29/09/2017 às 10:21

    Exposição fotográfica: JANELAS

    A poesia das janelas, da Ilha de Santa Catarina (Brasil), Arquipélago dos Açores e Portugal Continental.

    Exposição mostra arquitetura e a poesia das janelas de origem Portuguesa.

    Cada Imagem traz uma mensagem diferente: a leveza, a paixão, a imponência, a sobriedade, a ternura, a simplicidade, a angústia e muitos outros significados que o espectador poderá encontrar nas aberturas das Janelas. Diretor do Núcleo Açoriano/UFSC, Joi Cletison pretende oferecer, através das janelas, um paralelo arquitetônico e artístico entre esses povos de cultura açoriana.
    As 15 fotografias no tamanho de 1,10m X 1,60m ampliadas em cores sob tecido, permitem que as imagens das janelas possam ser vistas do lado interno e externo, rococós, contornos, entalhes, grades, cortinas, sacadas e floreiras. Combinações de cores inusitadas, formatos característicos de diferentes épocas e de diferentes status sociais convidam ao devaneio e ao percurso histórico. “A visão dos dois ângulos dá a possibilidade de o espectador observar a janela e sentir-se dentro do espaço onde ela está inserida”, explica o fotógrafo e historiador.
    “O resto da cultura tradicional e do olhar doméstico que sobrevive à modernidade ainda se debruça sobre as janelas das metrópoles”, foi o que ensinou o poeta e jornalista João do Rio. Durante mais de 10 anos, o fotógrafo Joi Cletison espiou pelas janelas da Ilha de Santa Catarina, do Arquipélago do Açores e de Portugal Continental as semelhanças na arquitetura, na vida e nos costumes culturais das gentes. O resultado dessa expiração poética e antropológica será apresentado na exposição fotográfica “Janelas”, abre no dia 04 de outubro na Galeria Arco 8, na cidade de Ponta Delgada no Arquipélago dos Açores.
    Nesta ida aos Açores a proposta de Joi Cletison é realizar a exposição e doar todas as obras para uma Instituição de caridade que atenda idosos, as obras serão leiloadas ou vendidas por esta instituição e os recursos aplicados em ações que beneficiem esta gente que sempre precisa muito de ajuda, independente de que pais estejam.
    A realização da exposição “Janelas” e doação de todas as obras expostas conta com o apoio fundamental da Direção Regional das Comunidades, Governo do Açores, pois foi aprovada no Projeto Candidaturas/2017 que apoiou parte das passagens até os Açores.
    Escolhi a Santa Casa das Misericórdias de Ponta Delgada para receber a doação das obras, pois a exposição será realizada na cidade de Ponta Delgada/Ilha de São Miguel nos Açores e nada mais justo que deixar as obras para uma instituição da cidade que acolheu a exposição “Janelas”. No Brasil uma obra destas pode ser vendida por duzentos Euros ou mais, mas creio que se tratando de uma ação dessas a instituição poderá até vender por um valor um pouco maior, pois temos agregado no valor a questão social. As totalidades dos recursos serão da Instituição escolhida para este fim, eu como fotografo estarei muito recompensado em saber que as minhas obras estão ajudando alguém.
    Agradeço especialmente ao Pedro Bento, Diretor da Galeria Arco 8, por prontamente ter aceito a proposta de realizar a exposição, que será totalmente doada a Santa Casa das Misericórdias. Outro agradecimento especial é a Direcção Regional das Comunidades do Governo dos Açores que esta apoiando esta realização através do Projeto Candidaturas.

    SERVIÇO:
    Exposição: JANELAS
    Fotógrafo: Joi Cletison
    Abertura: 04/10/2017 as 21 horas
    Período: 04 a 13 de outubro de 2017
    Local: Galeria Arco 8
    Rua: Engenheiro Abel Ferin Coutinho
    Ponta Delgada – Açores – Portugal

    PROMOÇÃO:
    Galeria Arco 8
    Direcção Regional das Comunidades
    Governo do Açores

    APOIO CULTURAL:
    Universidade Federal de Santa Catarina/UFSC
    Núcleo de Estudos Açorianos/UFSC
    Santa Casa das Misericórdias de Ponta Delgada

    Informações:
    (Brasil) 55 48 99982.8938/ joicletison@gmail.com
    (Ponta Delgada/Açores) 296 284 103, galeriabararco8@gmail.com
    (Ponta Delgada/Açores) 296 287 415 scmpd.sec@gmail.com


  • Exposição AÇORES Fotografias: Joi Cletison

    Publicado em 19/09/2017 às 9:09

     

     

    A exposição fotográfica ”Açores” é composta de 17 imagens ampliadas tamanho
    80X100cm estas imagens foram feitas em várias ilhas do arquipélago dos Açores,
    mostram arquitetura, festas populares, costumes tradicionais, e também as belezas
    naturais do arquipélago. Na exposição poderemos ver imagens das ilhas do Pico, São
    Jorge, Terceira, Graciosa, Faial, São Miguel e Corvo.
    A exposição foi montada para comemorar os 260 anos da chegada dos
    emigrantes açorianos para povoar o sul do Brasil, especificamente o Estado de Santa
    Catarina. Desta vez estaremos mostrando um pouco do Arquipélago dos Açores para os
    muitos descendentes de açorianos que residem no estado de Santa Catarina.
    São 17 fotografias coloridas no tamanho 80X100 cm, impressos em lona de
    autoria de Joi Cletison que atua como fotógrafo a mais de 25 anos, tem várias dezenas
    de exposições realizadas no Brasil e no exterior.
    A proposta da exposição é percorrer as diversas cidades do litoral do nosso
    estado que foram povoadas por emigrantes açorianos e ainda matem vários costumes e
    tradições que herdaram dos seus antepassados.

     

    Fotografias: Joi Cletison

    Fotografias: Joi Cletison

     

    Maiores Informações:
    CCEVen com Andrea(48) 3721.8717 ou via email joicletison@gmail.com

    SERVIÇOS:
    Local: Centro de Cultura e Eventos da UFSC – Praça de alimentação
    Período: 19 de setembro a 12 de novembro de 2017.
    Promoção: Universidade Federal de Santa Catarina
    Secretaria de Cultura da UFSC

    Realização: Departamento de Cultura e Eventos e NEA/UFSC
    Apoio Cultural: Governo dos Açores
    Texto de apresentação da exposição:
    A proposta desta exposição é viajarmos pelo Arquipélago dos Açores através da visão
    panorâmica e fotográfica de Joi Cletison. Usando o seu afinado e seleto olhar ele nos apresenta
    aspectos dos Açores e dos Açorianos, desde a paisagem, o cotidiano, a arquitetura, as tradições, a
    brincadeira com o touro, a religiosidade, o culto ao Divino Espírito Santo, em momentos cristalizados
    nestas fotografias.
    O Arquipélago dos Açores é formado por nove ilhas de formação vulcânica (Santa Maria, São
    Miguel, Terceira, Faial, Pico, São Jorge, Flores, Graciosa e Corvo) e está localizado no atlântico
    norte a uma distância aproximada de 1.600 km do continente europeu.
    Conhecendo um pouco das Ilhas Atlânticas, certamente que nos reconheceremos açorianos
    no nosso Litoral Catarinense e na nossa Ilha de Santa Catarina.

    Francisco do Vale Pereira
    Historiador/NEA/UFSC


  • Exposição “No tempo do Divino” é aberta no Núcleo de Estudos Açorianos da UFSC.

    Publicado em 19/07/2017 às 14:48

     

     

    Os personagens da tradição da Festa do Divino foram produzidos por alunos da Escola de Oleiros Joaquim Antonio de Medeiros, do município de São José.

     

    A exposição “No tempo do Divino” está aberta para visitação no hall de entrada do Núcleo de Estudos Açorianos da Universidade Federal de Santa Catarina. A exposição ficará à disposição dos visitantes de segunda a sexta feira das 09:00 as 12:00 e das 14:00 as 17:00 até o dia 18 de agosto.

    Com a orientação dos professores, os alunos produziram 25 peças de cerâmica em três meses. Todas foram feitas, secas e queimadas no forno. Entre as obras de arte estão à pajem e o personagem de peditório, que carregam a coroa e o esplendor; as quatro portas bandeiras; a pomba do Divino; o cortejo; o imperador e a imperatriz; a coroa, o cetro e o esplendor do Divino; a representação de um altar com bíblia e castiçais com velas.

    A exposição ganhou o nome “No tempo do Divino” por ter sido construída em três tempos: o passado, com o acervo fotográfico do Museu Histórico de São José das festas realizadas no município; o presente, que são os alunos produzindo as peças do cortejo; e o futuro, que é a celebração da Festa do Divino Espírito Santo, que estão acontecendo no estado de Santa Catarina de maio a setembro.

     

    Redação: Viviana Ramos – Ascom PMSJ

     

    Local: Núcleo de Estudos Açorianos- UFSC
    Tempo de exposição: 13/07 até 18/08

    Por: Joaquim Antonio Medeiros, Escola Oleiros.


  • PARA AS ONDAS DO MAR, TEU MAL SERÁ LEVADO: A FÉ E A TRADIÇÃO DAS BENZEDEIRAS EM FLORIANÓPOLIS Por Carol Gómez

    Publicado em 09/05/2017 às 16:22

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    “É na Barra da Lagoa, em um quartinho de paredes claras com cortina na pequena janela, que Dona Sueli, de 66 anos, faz a sua benzedura. Na mesinha que fica em um dos cantos, estão dispostas imagens de santos que a benzedeira ganhou de pessoas que a visitaram. Quem olha a mesa também vê uma pequena cruz de madeira e uma foto em preto e branco de Tia Benta, antiga benzedeira da Barra da Lagoa. Além da mesinha, estão dispostas três cadeiras, uma foto de Chico Xavier e um retrato de Jesus Cristo.  “.
    Parte da reportagem feita pela estudante de jornalismo da UFSC, Carol Gómez, sobre a tradição das rendeiras de Florianópolis.
    Publicação feita no jornal Maruim, pode ser acessada clicando aqui.


  • Livro: Colóquio NEA; 30 anos de história |Joi Cletison

    Publicado em 10/04/2017 às 16:26

    Sem título

     

     

    Para acessar ao livro digitalmente acesse o link: http://online.pubhtml5.com/opbz/jiqy/#p=1


  • ENCONTRO DE TERNO DE REIS

    Publicado em 22/12/2016 às 10:22

     

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    Seis de janeiro é uma data especial para os descendentes de açorianos, pois se comemora o Dia de Reis e, também, é a data da chegada dos primeiros emigrantes açorianos em Nossa Senhora do Desterro, no ano de 1748. Neste dia estaremos comemorando os 269 anos da chegada dos primeiros açorianos na Ilha de Santa Catarina.

    Na Península Ibérica a tradição do Reisado (Terno de Reis ou Folia de Reis) é muito forte nos dias de hoje. A tradição de comemorar e celebrar o Dia de Reis é uma herança que os portugueses trouxeram para o Brasil, uma manifestação religiosa e muito popular. Aqui no nosso Litoral Catarinense esta tradição de cantar aos reis, chegou com os açorianos no Século XVIII e esta muito presente em todo litoral catarinense de Norte a Sul.

    A proposta da Coroa Portuguesa de ocupar o Brasil Meridional começa por Nossa Senhora do Desterro, na Ilha de Santa Catarina. Os casais açorianos que embarcaram na Ilha Terceira, nos Açores no dia 31 de outubro de 1747, depois de quase 90 dias de viagem chegam a Ilha de Santa Catarina no dia seis de janeiro de 1748. Ainda permaneceram um tempo embarcados, em quarentena, no porto de Nossa Senhora do Desterro. E só desembarcam em terra firme no dia 22/02 e vão ser assentados no centro da cidade (Rua dos Ilhéus), logo depois foram enviados Santo Antônio de Lisboa, Lagoa da Conceição e no Ribeirão da Ilha. Nesta primeira leva de emigrantes, em torno de 350 pessoas chegaram a bordo da embarcação Jesus Maria José.

    Folia de Reis, Reisado, ou Festa de Santos Reis é uma manifestação cultural religiosa festiva e classificada como folclore e praticada pelos adeptos e simpatizantes do catolicismo, no intuito de rememorar a atitude dos Três Reis Magos — que partiram em uma jornada à procura do esconderijo do Prometido Messias (O Menino Jesus) para prestar-lhe homenagens e dar-lhe presentes. Fixado o nascimento de jesus a 25 de dezembro, adotou-se a data da visitação dos Três Reis Magos como sendo o dia seis de janeiro.

    Os festejos de Natal são comemorados por grupos que visitavam as casas, tocando músicas alegres em louvor aos “Santos Reis” e ao nascimento de Jesus; essas manifestações festivas estendiam-se até a data consagrada aos Três Reis Magos, 6 de janeiro. Trata-se de uma tradição vinda da Península Ibérica que ganhou força especialmente no século XIX e que se mantém viva em muitas regiões do País; em nosso estado concentra-se na costa litorânea, área de ocupação portuguesa.

    Cada grupo, chamado em alguns lugares de Folia de Reis, em outros Terno de Reis, é composto por músicos, tocando instrumentos, em sua maioria de confecção caseira e artesanal, como tambores, reco-reco, flauta e rabeca (espécie de violino rústico), além da tradicional viola caipira e do acordeão, também conhecida em certas regiões como sanfona ou gaita.

    Em termos musicais, os instrumentos usados nas cantorias são praticamente os mesmos podendo variar de um grupo para o outro. Outra característica importante é a presença de um mestre folião, que é aquele responsável pela criação dos versos, depois repetidos pelos foliões (coro), o qual há uma voz especial que dá o tomdiferenciado da cantoria: a Tripa (ou típe)que faz o famoso e estridente “ai” no fim dos versos, podendo haver dois ou mais. Por isto é chamado de Terno, são as três vozes da Cantoria.

    GRUPO DE TERNOS QUE CONFIRMARAM A PRESENÇA:

    Terno de Reis Amigos da Barra do Sul (Sul da Ilha de Santa Catarina/Florianópolis), o grupo também canta a Folia do Divino Espirito Santo, reúne-se todos os anos para percorrer a casas cantando o terno de Reis, Terno de Santo Amaro e terno de São Sebastião.

    Terno de Reis do “Seo” Lili da Rabeca, (Pântano do Sul, Florianópolis) um dos mais antigos foliões e repentistas dos Ternos de Reis e Cantador das Folias do Divino Espirito Santo de Florianópolis. Também reza as novenas para o Espirito Santo e Santa Cruz em Latim.

    Terno de Reis do Sambaqui (Bairro de Sambaqui em Florianópolis), terno que percorre as casas na véspera de Natal cantando o Terno de Natal e da mesma forma na véspera do dia de Reis percorre as residências cantando o Terno de Reis. É uma tradição no bairro, localidade que preserva muitas heranças culturais que os açorianos nos deixaram.

    Terno Reis do Oriente (cidade de Içara). Um grupo formado por uma mesma família que vem repassando esta tradição de pai para filho, todos os anos percorre as casas na véspera de Natal anunciando o nascimento de Jesus. No dia seis de janeiros, todos os anos, realizam uma grande missa de Reis na localidade de Balneário Rincão e após a missa saem em cantoria pelas casas da região.

    Serviços:

    ENCONTRO DE TERNO DE REIS

    Local: Catedral Metropolitana de Florianópolis

    Data: 06 de janeiro às 18h30

    Realização: Catedral Metropolitana de Florianópolis

    Núcleo de Estudos Açorianos da UFSC

    Informações: Padre David (99998.8232 ou 3224-3357)

    Joi (99982.8938)