Dança do Pau de Fitas

07/07/2026 15:57

A Dança do Pau de Fitas é uma manifestação folclórica de origem europeia, que é popular em países como Portugal, Espanha, França e aqui no Brasil. Sua prática remete às antigas celebrações da primavera e da fertilidade da terra, nas quais as pessoas dançavam ao redor de um mastro enfeitado com fitas coloridas como forma de homenagear a natureza, celebrar o renascimento da vida após o inverno e agradecer pela fertilidade dos campos.

  Com a chegada dos portugueses ao Brasil, essa tradição se incorporou à cultura popular e adaptada às características locais, passando a fazer parte de festividades religiosas e populares, como as Festas do Divino Espírito Santo e as Festas Juninas. No Brasil, a dança  adquiriu suas próprias características e tornou-se parte do folclore nacional.

  A dança do pau de fitas é realizada por um grupo de dançarinos que fazem coreografias ao redor de um mastro decorado com fitas coloridas. Os dançarinos seguram as fitas e fazem movimentos coreografados, girando e cruzando as fitas em torno do mastro enquanto dançam ao seu redor. Os movimentos da dança são geralmente ritmados e coordenados, com os dançarinos executando passos, saltos e giros em harmonia. À medida que os dançarinos se movem, as fitas se entrelaçam ao redor do mastro, criando belos padrões de trançados, redes e rendas coloridas. 

  O mastro representa simbolicamente a árvore da vida ou a própria natureza. Em algumas tradições, ele também simboliza a árvore que, após o inverno, anuncia a chegada da primavera. As fitas coloridas representam o renascimento das árvores, a renovação da vida, a  alegria e a diversidade cultural. Dependendo do contexto, cada cor das fitas pode ter um significado simbólico diferente.

  O entrelaçamento das fitas simboliza a união entre as pessoas, a cooperação, a interdependência e o fortalecimento da comunidade. A dança também está associada à prosperidade, à fertilidade da terra e à colheita, por isso a dança do Pau de Fitas possui um profundo significado simbólico e social.

 

Referências:

https://fundart.com.br/danca-da-fita-historia-e-tradicao.

https://guiafloripa.com.br/cultura/folclore/danca-do-pau-de-fitas 

https://www.dancastipicas.com/regiao-sul/danca-pau-de-fitas/ 

10 DE JUNHO: Dia de Portugal, de Luís de Camões e das Comunidades Portuguesas

10/06/2026 09:51

Celebrado anualmente em 10 de junho, o Dia de Portugal, de Luís de Camões e das Comunidades Portuguesas é uma das datas mais importantes do calendário cívico português. A escolha da data está relacionada à morte de Luís de Camões, em 1580, considerado um dos maiores poetas da língua portuguesa e autor de “Os Lusíadas”, obra que se tornou um marco da literatura e da cultura portuguesa.

Mais do que uma homenagem a Camões, a data representa a valorização da história, da cultura e da identidade de Portugal, além de destacar a importância da língua portuguesa como elemento de união entre diferentes povos e nações. Também presta reconhecimento às comunidades portuguesas espalhadas pelo mundo, que contribuem para a preservação e a difusão da cultura portuguesa além das fronteiras do país.

A celebração reforça os laços históricos, culturais e linguísticos que unem Portugal e os países de língua portuguesa, ressaltando a relevância desse patrimônio compartilhado para as gerações atuais e futuras.

Para marcar a data, reunimos neste material informações sobre a origem da celebração, a trajetória de Luís de Camões e a importância do 10 de junho para a cultura e a memória portuguesa.

 

EXPOSIÇÃO BOI DA MAGIA – por Marcelo Calazans

20/05/2026 10:57

Inspirado pelo cotidiano simples das comunidades litorâneas, Marcelo Calazans busca eternizar cenas e saberes tradicionais herdados dos primeiros povoadores açorianos, preservando elementos que fazem parte da história e da alma do povo. As praias, os costões, os barcos de pesca, a renda de bilro, as redes lançadas ao mar, a religiosidade popular e as manifestações culturais tradicionais surgem em suas telas como símbolos vivos de pertencimento e de memória.

A exposição convida o público a mergulhar nas raízes da cultura açoriana, revelando, por meio das cores e formas, a beleza das tradições que atravessam gerações e seguem presentes no cotidiano das comunidades catarinenses. Mais do que retratar paisagens e costumes, as obras despertam afeto, identidade e reconhecimento da riqueza cultural que compõe nossa história.

A visitação acontece no Espaço Cultural NEA – UFSC. No período de 14 de maio a 30 de julho, de segunda a sexta-feira, das 9h às 12h e das 13h30 às 17h30. Venha conhecer e prestigiar a exposição!

Para mais informações: (48) 99114-4477.

Tags: Espaço Cultural NEAexposiçãoSECARTEUFSC

FELIZ NATAL!

05/12/2025 15:56

O Núcleo de Estudos Açorianos – NEA/SECARTE agradece o trabalho conjunto do Conselho Deliberativo do NEA neste ano de 2025. Construímos e dinamizamos muitas ações culturais que fortaleceram nossa identidade cultural. Tudo isso é motivação para fazermos ainda mais em 2026! Boas festas, Feliz Natal e um ótimo Ano Novo! 🥰🎉

31ª Festa da Cultura Açoriana – Açor: Barra Velha celebra a cultura açoriana com programação diversificada

09/09/2025 12:27

De 12 a 14 de setembro, a cidade de Barra Velha – SC sedia a 31ª Festa da Cultura Açoriana – Açor. O evento reunirá música, apresentações culturais, exposições, religiosidade popular, tradições e gastronomia típica.

O AÇOR é o momento de de confraternização e de troca de experiências de Grupos Folclóricos, Saberes Populares, Tradições Religiosas, e de muitas vivêncas culturais da Faixa Litorânea do estado de Santa Catarina.

Desde o ano de 1994, com a realização do 1° AÇOR, em Itajaí/SC, o Núcleo de Estudos Açorianos (NEA), vinculado à Secretaria de Cultura, Arte e Esporte da Universidade Federal de Santa Catarina (SeCArtE/UFSC), promove, organiza, realiza, e coordena essa Grande Festa Cultura que tem como recorte a Herança Cultura trazida pelos casais açorianos que migraram para o Brasil Meridional em meados do Século XVIII.

Santa Catarina tem na sua base cultural aspectos dessas Heranças Culturais, que se formaram juntamente com as Culturas dos Povos Originários – os Indígenas, e os Povos que também vieram para cá, na condição de escravizados.

A festa promove encontros e o resgate histórico de heranças culturais, celebrando as tradições e costumes que moldaram a identidade catarinense. Ao todo, 22 municípios participarão do evento. 
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Safra da Tainha em Santa Catarina

04/06/2025 11:52

 A safra da tainha no litoral de Santa Catarina ocorre entre os meses de maio e julho, período em que grandes cardumes se formam e se aproximam da ara a pesca. Esse fenômeno está diretamente ligado a fatores climáticos, especialmente à queda das temperaturas e à atuação do vento sul. Essas condições favorecem a migração dos cardumes, impulsionando sua saída do estuário da Bacia do Prata em direção ao litoral catarinense, onde se tornam mais acessíveis aos pescadores.

 Essa atividade é praticada principalmente de forma artesanal, preservando tradições centenárias que fazem parte da identidade das comunidades litorâneas. Os pescadores utilizam redes e técnicas transmitidas de geração em geração, em um esforço coletivo que mobiliza famílias inteiras e fortalece os laços comunitários.

 A pesca de arrasto ou de cerco é uma das mais utilizadas, que envolve o avistamento dos cardumes a partir da praia, geralmente por vigias posicionados em locais elevados, como dunas ou costões. Quando as tainhas são avistadas, os vigias alertam os pescadores, que rapidamente entram em ação, colocando os barcos no mar e lançando as redes para cercar os peixes com precisão. A técnica exige atenção, trabalho em equipe e uma profunda conexão com os ciclos naturais. Ela acontece simultaneamente com o saragaço, que se caracteriza pela agitação, correria, brincadeiras e o esforço coletivo para trazer os peixes à praia.

 Por isso, a pesca da tainha é uma atividade essencial para a economia local e desempenha um papel fundamental na preservação da cultura e das tradições das comunidades pesqueiras do litoral catarinense.

 Além disso, durante a temporada da tainha, há regras específicas que regulamentam a pesca  A scosta, criando condições ideais pna região, visando garantir a sustentabilidade do recurso pesqueiro e proteger a atividade artesanal. Uma dessas medidas é a restrição à atuação de embarcações de grande porte ou industriais no período da safra.

 Durante esse período, apenas barcos autorizados, geralmente de pequeno porte e vinculados à pesca artesanal, podem operar nas áreas designadas para a captura da tainha. Em diversas regiões do litoral catarinense, o acesso é exclusivo para comunidades tradicionais, que utilizam técnicas como o cerco ou arrasto de praia. 

 Essas restrições têm como objetivo proteger os cardumes durante sua migração e permitir que as comunidades locais, que dependem historicamente da pesca da tainha para sua subsistência, possam aproveitar a safra de forma justa. A fiscalização é realizada por órgãos ambientais e entidades pesqueiras, garantindo o cumprimento das normas e a preservação da espécie para as futuras gerações.

Freguesias Luso-Brasileiras da Grande Florianópolis: Patrimônio Cultural Nacional.

08/04/2025 09:12

No 26 de março de 2025, quarta-feira, o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), reconheceu como Patrimônio Histórico as Freguesias Luso-Brasileiras da Grande Florianópolis. Sendo elas: Enseada do Brito, na Palhoça; Santo Antônio de Lisboa, Lagoa da Conceição e Ribeirão da Ilha, em Florianópolis.

Com esse reconhecimento, essas localidades serão inscritas no Livro de Registros de Patrimônio Cultural: Histórico, Arqueológico, Etnográfico e Paisagístico, o que ressalta sua importância histórica e cultural. O conselheiro relator do processo de tombamento, Leonardo Castriota, destacou o vínculo dessas freguesias com a imigração açoriana do século XVIII e a preservação de seu traçado urbano, edificações históricas e manifestações culturais.

As freguesias foram comunidades coloniais formadas em torno de um Igreja Católica, instituídas pela Coroa Portuguesa no estabelecimento no sul do Brasil. Como destacado pelo conselheiro relator do IPHAN, Leonardo Castriota, as freguesias são expressões culturais locais que transpassam as edificações, sendo locais de práticas como as festas do Divino Espírito Santo, confecção das rendas de bilro, a culinária local e a pesca artesanal.

Criadas entre os séculos XVIII e XIX, as freguesias tinham como objetivo consolidar a presença portuguesa no sul do Brasil. Sua localização estratégica, tanto na ilha de Santa Catarina quanto no continente, permitia o controle visual das baías norte e sul de Santa Catarina.

De acordo com Castriota, o planejamento das freguesias seguiu critérios administrativos e religiosos, refletidos na organização espacial das vilas. A igreja, situada em ponto estratégico, funcionava como o centro da comunidade, sendo rodeada por moradias, praças e caminhos.

Aqui estão algumas características específicas de cada freguesia:

Enseada do Brito: Fundada entre 1748 e 1750, preserva seu traçado urbano, com um grande terreiro entre a igreja e o mar, característica única da região. Originalmente chamada Freguesia de Nossa Senhora do Rosário.

Ribeirão da Ilha: Criada oficialmente em 1809 a Paróquia de N. S. da Lapa, o nome da localidade provém de um pequeno rio que nasce de uma forte cachoeira no Alto de Santo Estevão, isso desde 1526.

Santo Antônio de Lisboa: Instituída em 1750, anteriormente chamada Freguesia de Nossa Senhora das Necessidades e Santo Antônio, foi uma das primeiras freguesias de Santa Catarina e se destacou por comercializar, por mar, grande parte da produção agrícola do norte da Ilha de Florianópolis.

Lagoa da Conceição: Também fundada em 1750, anteriormente chamada Freguesia de Nossa Senhora da Conceição da Lagoa. O povoamento intensivo da região começou em março de 1748, quando o primeiro grupo de imigrantes açorianos se instalou no local.

 

Enseada do Brito – Setur PalhoçaIphan aprova tombamento das Freguesias Luso-Brasileiras na Grande Florianópolis (SC) — Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional

Foto: Setur Palhoça                                                                  Foto: Rancho Cultural

Ribeirão da Ilha, a pérola de Santa CatarinaSaiba tudo sobre o bairro Ribeirão da ilha em Florianópolis

Foto: Felipe Rodrigues                                                                                   Foto: Reprodução/F1 Cia Imobiliária

 

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Foto: Divulgação/ND                                                                             Foto: Reprodução/ booking.com

 

 

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Foto: Edson Ribeiro                                                                             Foto: Reprodução/Pedra Rosa

DIVULGAÇÃO: ENCONTROS & DESENCONTROS

11/07/2024 15:08

 

ENCONTROS & DESENCONTROS é um livro que reúne diversos autores que fazem parte do grupo Náufragos Literários de Floripa, estes tão diferentes, mas que compartilham do mesmo gosto: a escrita. O grupo é formado por pessoas idosas oriundas do núcleo de estudos da terceira idade da UFSC que nos convidam ao estímulo da leitura de escritores amadores, contribuindo positivamente para o conhecimento da cultura local.

Entre prosas e versos nos são relatados suas experiências de vida e anseios, entre eles a perpetuação de sua cultura antepassada, como o folguedo do Boi de Mamão citado pelo autor Auri Silva. Para quem escreve e para quem lê, este livro pode viajar em contos do cotidiano até fatos mais íntimos de cada autor.

O Núcleo de Estudos Açorianos se sente muito lisonjeado em receber exemplares desta edição e convida a todos a leitura da obra. Entre encontros e desencontros há a partilha de emocionantes histórias e experiências que valem a pena serem lidas.

 

AS FESTAS SANJOANINAS E DOS SANTOS POPULARES

03/07/2024 15:04

   Entre os dias 21 a 30 de junho de 2024 ocorreram as Festas Sanjoaninas. Estas celebrações são um acontecimento marcante nos Açores. Composta de diversos eventos culturais, essas festas mantêm sua tradição e, principalmente, a preservação do modelo cultural ao longo dos anos.

   Durante os dez dias de Sanjoaninas são realizadas diversas atividades festivas, tendo como centro o Solstício de Verão. As festividades iniciam-se com o cortejo e desfile da Rainha e, nos demais dias, seguem-se muitos eventos etnográficos, culturais, recreativos, musicais e também desportivos. Entre eles o ponto alto é a Feira Taurina das Sanjoaninas, com corridas de praça, toureio a corda e as tradicionais largadas de touros.

   O mês de junho, em Portugal, é o mês dos Santos Populares. Essa celebração teve início em regiões de tradição pagã. Porém, foi a Igreja que ao se propagar uniu as datas à celebração dos seus Santos e feriados, como Santo Antônio, São João e São Pedro. Celebrados, respectivamente, nos dias 13, 24 e 29 de junho.

   A Festa de Santo Antônio, em Lisboa, por exemplo, transforma a cidade num imenso arraial, onde as ruas são decoradas com balões de papel, fitinhas, bandeirolas e manjericos (erva dos apaixonados). As Marchas Populares são um dos pontos mais fortes das festas de Santo António, em Lisboa. Na noite da véspera do dia oficial de Santo Antônio, ocorrem vários desfiles, com coreografias e músicas trabalhadas por vários grupos. É uma grande celebração, onde grupos dos bairros mais tradicionais mostram os seus melhores atrativos, bem como reverenciam os Santos e personagens da história portuguesa. Já no dia 13 de junho, dia de Santo António, ocorre a tradicional procissão a um dos santos portugueses mais queridos do mundo. Outra tradição portuguesa, desta época do ano, são os casamentos de Santo Antônio, com o objetivo de possibilitar o casamento de casais com maiores dificuldades financeiras. Outra curiosidade bem interessante sobre Santo António é que ele ajuda a encontrar objetos perdidos (como São Longuinho, no Brasil) e oferece apoio emocional a quem deseja reencontrar sua fé.

   A festa de São João é, sem dúvida, uma das mais animadas das Ilhas, e do ponto de vista celebrativo, assinala uma homenagem ao nascimento de São João Batista, cujo Evangelho de Lucas registra como sendo seis meses antes do nascimento de Jesus. As Igrejas marcam o nascimento de Jesus em 25 de dezembro, Natal, a Festa de São João (Dia de São João) foi instituída no meio do verão, exatamente seis meses antes da festa anterior. Esta simetria cronológica reforça a importância histórica e religiosa desses eventos. 

   A festa de São João é caracterizada por uma mistura de tradições religiosas e populares. Nas celebrações, é comum encontrar fogueiras, fogos de artifício, danças tradicionais, música ao vivo e banquetes com pratos típicos da época, como sardinhas assadas, caldo verde e outras iguarias regionais. Além disso, uma tradição popular interessante é o lançamento de balões de ar quente e o uso de martelos de plástico, conhecidos como “martelinhos de São João”, que simbolizam votos de boa sorte e prosperidade.

   A festa não se limita apenas ao aspecto religioso, mas também é um momento de encontro comunitário e de celebração da cultura local. Nas regiões onde São João é celebrado com mais intensidade, as ruas se enchem de vida, com decorações coloridas, desfiles e manifestações artísticas que envolvem toda a comunidade. Assim, a festa de São João não apenas mantém vivas as tradições ancestrais, mas também fortalece os laços sociais e culturais que são fundamentais para a identidade das comunidades que a celebram.

   Para terminar a época das festas dos Santos Populares, em 29 de junho comemora-se o São Pedro. Apesar deste Santo não ser tão popular como os outros dois, devido essencialmente à popularidade das grandes cidades, a festa de São Pedro é feita de tradições muito semelhantes ao Santo António e ao São João. As ruas enchem-se de cor e animação, com bandeirolas, fitas e manjericos. Procissões, marchas populares e bailes são organizados nas ruas e a música está sempre presente. 

   As celebrações dos Santos Populares em Portugal, como as Sanjoaninas nos Açores e as festas de Santo Antônio, São João e São Pedro em diversas regiões, revelam a rica tradição cultural e religiosa do país. Desde os desfiles coloridos e as animadas marchas populares até às festas taurinas e gastronomia típica, estas festividades não apenas preservam, mas também renovam o vínculo entre comunidades e suas histórias. Com suas peculiaridades regionais e o espírito festivo que envolve as ruas, os Santos Populares são um testemunho vibrante da identidade e do fervor popular em Portugal.