Festa do Divino Espírito Santo

21/05/2024 16:29

A Festa do Divino Espírito Santo é uma manifestação do catolicismo popular presente em grande parte de nosso território nacional. A celebração do Divino Espírito Santo teve origem na cidade de Alenquer, em Portugal, em meados dos séculos XIII e XIV, e é atribuída à devoção da Rainha Isabel de Aragão. A Rainha clamava pelo fim das desavenças entre seu esposo o Rei D. Diniz e seu filho Príncipe Afonso. Ela teria prometido ao Espírito Santo que, se a paz voltasse a reinar, iria peregrinar o mundo com uma cópia da coroa e uma pomba no alto da coroa. Em agradecimento ao pedido atendido, a Rainha levou a coroa à igreja do Espírito Santo, para a entrega, durante o período de Pentecostes, período que indica a descida do Espírito Santo sobre os apóstolos, 50 dias após a Páscoa. Formou-se uma solene procissão com nobres do reino carregando estandartes enfeitados. Em uma celebração representando a instituição do Império do Espírito Santo, um banquete (o bodo) foi partilhado com os pobres. Na cerimônia, pessoas humildes receberam insígnias do poder real, a coroa e o cetro, simbolizando a vontade do rei e da rainha em servir ao povo no espírito da igualdade e humildade. A devoção ao Divino espalhou-se nos territórios portugueses, principalmente no Arquipélago do Açores. Posteriormente, espalhou-se para outras áreas colonizadas por açorianos, como a Nova Inglaterra, nos Estados Unidos da América e, em diversas partes do Brasil.

       No século XVIII, com a chegada dos primeiros açorianos ao litoral de Santa Catarina, essa tradição começou a ser praticada e representa a manifestação mais significativa da cultura popular catarinense. Os festejos reúnem novenas, promessas, oferendas, bailes e cantorias. A procissão da corte imperial e a cerimônia de coroação do Imperador, principal momento da festa, traz como símbolos a coroa, o cetro, a salva e a bandeira. Já a Bandeira do Divino possui presença especial em todas as cerimônias da festa. Sua passagem pelas ruas das comunidades tem significado marcante, pois anuncia o início dos festejos que, ao som de viola, violão, rabeca e tambor, são acompanhados por um cantador que puxa os versos, o qual é respondido pelo coro de devotos que acompanham o cortejo. As Festas do Divino em Florianópolis ocorrem em diversas comunidades dos bairros do município durante os meses de maio a setembro.

A Festa do Divino Espírito Santo do Centro de Florianópolis é considerada Patrimônio Imaterial do Estado. Em Biguaçu, por exemplo, a festa é considerada Patrimônio Histórico Artístico e Cultural, sendo o evento religioso mais popular do litoral catarinense movimentando as comunidades da Grande
Florianópolis.

Em memória a Cláudio Bersi

19/04/2024 16:07

 

   Escritor e historiador, Cláudio Bersi de Souza nos deixou no dia 20/01/2024, aos 88 anos. Figura humana ímpar, sempre se dedicando ao máximo para o outro. Seu carisma com os leitores e admiradores de seu trabalho nortearam sua vida literária de 40 anos.

   Cláudio Bersi era colunista do DIARINHO e, ao se referir à história local, era incansável no destaque das qualidades, tanto das pessoas como do lugar onde nasceu e partiu: a lindíssima e inigualável Armação de Itapocoróy. Traduzia a seus escritos – tanto romances como biografias, as qualidades empáticas do seu povo originário. Nas obras históricas, era fidedigno aos fatos e de uma memória impecável, na beira dos seus 90 anos de existência.

Durante um período de sua vida que passou no mar, aproveitou para aprimorar seus estudos, chegando a fazer um curso de Jornalismo por Correspondência que durou um ano. Com um dicionário e uma gramática aperfeiçoou-se na língua portuguesa o bastante para se tornar escritor. Lia muito e desenvolvia a escrita, criando contos e romances. Seu primeiro livro: Um Beijo na Tempestade – editado em 1984 – foi manuscrito em cadernos. Até hoje, possui 24 livros publicados – ultrapassando 40 edições. Além de romances e biografias, Cláudio Bersi de Souza é autor de livros de autoajuda e de história. Ele próprio faz parte da trajetória histórica do município de Penha. Foi Vereador e presidente da Câmara Municipal.

   Foi nomeado membro da Academia de Letras de Santa Catarina Seccional Penha Anísio dos Santos, assim como contemplado no ano de 2019 com o Troféu Açorianidade Ilha da Graciosa, cujo homenageia pesquisadores, pelo Núcleo de Estudos Açorianos da Universidade de Santa Catarina de Florianópolis. Deixa-nos um legado a ser seguido, um caminho a ser percorrido para continuarmos acreditando que, quando valorizamos as pessoas, acreditamos em seus potenciais, podemos obter sucesso e realizações. Assim foi a sua vida no mar, na terra e no mundo da literatura, cheia de sucessos e realizações!

 

Este texto foi possível através da colaboração do Professor Eduardo Bajara SouzaSuperintendente da Fundação Cultural Picucho Santos de Penha e a AMARK, Associação Amigos da Arte e Cultura.

CONVITE – 6º Encontro da Rede Catarinense de Engenhos de Farinha

12/04/2024 14:35

Convite para o 6° Encontro da Rede Catarinense de Engenhos de Farinha de Mandioca: Registrando Patrimônio, Resistências e Inspirações, terá como local o Hotel SESC/Cacupé, no município de Florianópolis, nos dias 20 e 21 de Abril do ano de 2024. Reforçamos novamente a importância da presença de cada um nestes encontros!

Nesse evento nós poderemos conhecer mais sobre os Engenhos de Farinha de SC, e seguirmos juntos para a proposição de ações de Salvaguarda desse Patrimônio.

Engenho é Patrimônio!

Convite para o Encontro da Rede Catarinense de Engenhos de Farinha

Confira mais informações:

OS AÇORES EM FLORIANÓPOLIS

22/02/2024 10:02

 

         No dia 22 de fevereiro no ano de 1748 chegaram à terra, depois de uma viagem de 78 dias navegando pelos mares e oceanos, os primeiros 461 açorianos na Ilha de Santa Catarina. Assim, através de sua literatura, dos seus saberes e fazeres, e das suas manifestações artísticas, contribuíram para a formação da cultura local. Em função dessa contribuição, a Câmara de Vereadores de Florianópolis, em outubro de 2017, aprovou o projeto de lei municipal n.º 10.290/2017 que declarou o ano de 2018 “Ano dos Açores em Florianópolis”, reconhecendo sua presença e participação na formação cultural e social no Estado de Santa Catarina.


Boas festas!

18/12/2023 09:15

 

O Núcleo de Estudos Açorianos vem desejar um abençoado Natal, com muita alegria e amor e um próspero ano novo! Vamos celebrar a vida e renovar as esperanças. Desejamos que toda a alegria que o Natal e suas festas nos proporcionam encham seus corações de alegria e fé. E que possamos dividir este momento com quem mais amamos!

Biblioteca do NEA

13/12/2023 10:30

        Você conhece a biblioteca do NEA? Nosso acervo contempla livros de literatura açoriana, literatura infantil, poesia, historiografia, bem como catálogos de exposição, CDs, DVDs e entre outros.  Apesar do NEA não realizar empréstimos do seu acervo, disponibilizamos espaço para a consulta, pesquisa e leitura dos documentos. Outra forma de pesquisa de nossos documentos é por meio do link:  https://sisnea.sites.ufsc.br/ neste é possível a pesquisa via tema, autor ou títuloAproveite o espaço que oferecemos para estudar, pesquisar e ler!

        Venha nos visitar! 

 

BIBLIOTECA NEA

13/12/2023 10:00

Você conhece a biblioteca do NEA?

Nosso acervo contempla livros de literatura açoriana, literatura infantil, poesia, historiografia, bem como catálogos de exposição, CDs, DVDs e entre outros. 

 

Apesar do NEA não realizar empréstimos do seu acervo, disponibilizamos espaço para a consulta, pesquisa e leitura dos documentos. Outra forma de pesquisa de nossos documentos é por meio do link:  https://sisnea.sites.ufsc.br/ neste é possível a pesquisa via tema, autor ou título.

 

Aproveite o espaço que oferecemos para estudar, pesquisar e ler! Venha nos visitar! 

Mostra de cerâmica “Poesia das Mãos”

18/09/2023 16:34

 

Detalhe Exposição

A relação entre barro e fogo sempre demonstrou grande importância e utilidade para as sociedades humanas.
A queima do barro dá origem a cerâmica, que sendo um material com impermeabilidade e uma certa resistência foi usada na confecção de utensílios, decoração, brinquedos e na construção de casas.

A tradição ceramista em Santa Catarina e nas demais regiões das Américas é anterior à chegada de outros povos de origem europeia e oriental. Com a chegada dos portugueses, se usou da argila presente no território para a construção de casas, confecção de objetos e utensílios de usos diários. Esse saber fazer, as técnicas tradicionais dos oleiros e oleiras de Santa Catarina, estão, ainda, resistindo e devem ser conhecidos e divulgados como uma prática cultural de vários povos ancestrais. Oleiro é o indivíduo que trabalha na criação de vasilhas, e objetos, de barro. Souza e Philippi (2022) apresentam que com a chegada do alumínio e plástico, a demanda por oleiros diminuiu, contudo atualmente a arte voltou a ter maior visibilidade para a criação de panelas, jarros, vasos e demais artigos utilitários e de decoração.

Detalhe Exposição

O mestre Geraldo Germano aprendeu o ofício de oleiro com o José Francelino de Souza, na década de 1970, este também tendo aprendido de um oleiro tradicional. Newton Souza aprendeu a técnica com o mestre Geraldo.

Assim o ofício de oleiro é algo que se ensina e difunde de uma pessoa a outra. Em maio de 2005, durante a Festa do Divino Espírito Santo, em São José, os mestre Geraldo e Newton propuseram a utilização de um espaço na Avenida Beira-Mar de São José para a criação de cultura. Assim, foi criada em 2005 a Escola Olaria Beiramar São José, pelos mestres José Geraldo Germano e Newton Souza, para ser um local de difusão da arte ceramista tradicional.

Detalhe Exposição

As técnicas utilizadas na confecção dos objetos da exposição se baseiam nas mesmas utilizadas pelos povos originários que habitavam o Brasil. A Escola Olaria Beiramar São José faz uso do rolinho, acordelado e fiada. Antes da queima da peça, o processo consiste em fazer rolinhos de massa sobrepostos para confeccionar as paredes e, também, roletes em espiral para fazer o fundo. Para o acabamento, se utiliza de pequenas pedras lisas para brunir, deixando-as alisadas. No final a peça é queimada entre 800 °C e 1000 °C, com a temperatura subindo lentamente.

O NEA – Núcleo de Estudos Açorianos – NEA/SECARTE/UFSC convida os estudantes, professores, servidores e toda a comunidade a apreciar a exposição de cerâmica “Poesia das Mãos”, a partir do dia 19 de setembro até o dia 24 de novembro, de segundas à sextas (das 9h às 12h e das 13h30 às 17h), no prédio do NEA, localizado ao lado do Museu de Arqueologia e Etnologia da UFSC (MArquE). Contamos com a sua presença.

Convite

Expositores: Adriana Castanho – Albertina Santana – Ana Gonçalves – Ana Margarete Silva – Elisabete Regis – Eloisa Oliveira – Francisco Silva – Geraldo Germano – Joel Pereira – João Ribas – Kátia Martins – Mª Fátima Monguilhott – Marilda Silva – Marleide Canale – Michelle Monguilhott – Newton Souza – Roberto Alvarenga – Rose Schmitz.

Referência

SOUZA, Giana Schmitt de; PHILIPPI, Jane Maria de Souza. A Escola Olaria de Beiramar de São José e a trajetória dos seus Mestres José Geraldo Germano e Newton Souza. Florianópolis: Dois Por Quatro, 2022.

 

Os Santos Populares: São João e as Sanjoaninas nos Açores

23/06/2023 12:06

O mês de junho, em Portugal, é o mês dos Santos Populares. As comemorações em Santo Antônio abrem as festas 13 de junho. Este Santo, muito celebrado em Lisboa e Porto, é também celebrado na região dos Açores, em especial nas cidades que tem este como padroeiro. São João, em 24 de junho, é muito festejado na Ilha Terceira bem como em outras regiões dos Açores, com as Festas Sanjoaninas. Encerrando o ciclo das festas dos Santos Populares do mês junho, São Pedro é celebrado em 29 de junho, principalmente no Pico e em São Miguel.

As marchas Sanjoaninas. Fonte: bomdia.fr/sanjoaninas-fazem-regressar-emigrantes-aos-acores/

A tradicional festa de São João tem origem em rituais pagãos europeus, que celebravam o solstício de verão em homenagem ao sol e à fecundidade. O ritual ao Sol é adaptado ao cristianismo, que buscava abarcar tradições para se estabelecer na Europa. Dessa forma, o Jesus Cristo seria lido como um sol novo que nasce próximo ao solstício de inverno do Hemisfério Norte, trazendo a luz. Já a Festa de São João, que seria no dia do nascimento de João Batista, está próximo do solstício de verão do Hemisfério Norte, sendo a festa do Sol. João, primo de Jesus Cristo, teria nascido seis meses antes de seu primo e deveria ser o testemunho de que a luz viria, uma espécie de prelúdio. 

Nas Ilhas dos Açores, a principal festa de São João acontece na Ilha Terceira, onde são chamadas de Sanjoaninas. Diversos elementos compõem essa festa, que é celebrada por dias com muita alegria pela multidão. As Sanjoaninas sempre iniciam com um cortejo, com a Rainha em posição de destaque, acompanhada de crianças e de um mestre de cerimônias. O presidente da Câmara Municipal recebe a rainha no Salão de Cerimônias, onde esta profere o discurso que inicia o cortejo. A cada ano, há um tema para a festa, que se faz presente na decoração dos carros alegóricos que compõem o cortejo. Os temas costumam ser relacionados à natureza, como o mar, a praia, a primavera, entre outros. Durante a festa, há uma forte presença da vegetação, que se faz presente de maneiras variadas. A vegetação decora os carros alegóricos, as casas, os mastros da cidade.Enfim, são várias alegorias. 

Outro elemento que tem papel importante na festa é o touro, que faz parte de diversas brincadeiras como a tourada, e as corridas de corda e de praça. Os carros que levam os touros são decorados de flores, e são acompanhados de muita música. Outros importantes elementos são a fogueira e os fogos de artifício, espantando os maus espíritos. As tradicionais fogueiras marcam a virada do dia 23 para o dia 24, enquanto os fogos de artifício fazem seu show à parte, iluminando o céu da cidade e atraindo os olhares dos que passam. Ainda, há de citar os jogos. Durante a festa, acontecem competições esportivas como jogos de tênis, hóquei e até mesmo pequenas maratonas. 

A festa, composta por todos estes elementos citados, é deveras importante na Ilha Terceira. Invade as ruas com sua música, barulho e alegria, invadindo também com alegria as mentes e corpos de quem participa. Assim, atrai os moradores, bem como turistas que vão conhecer a cultura dos ilhéus. 

ANGELO, Elis Regina Barbosa. TRAJETÓRIAS DOS IMIGRANTES AÇORIANOS EM SÃO PAULO: Processos de formação, transformação e ressignificação das representações culturais. 2011. 363 f. Tese (Doutorado) – Curso de História Social, Pontifícia Universidade Católica, São Paulo, 2011.

COSTA, Antonieta. As Festas Sanjoaninas e suas origens mais remotas. Estudo Comparativo Documental. Cadernos Neps, Guimarães, p. 7-56, 2002.

MARTINS, Francisco Ernesto de Oliveira. Festas Populares dos Açores. 1 ed. Maia: Gráfica Maiadouro. 1985. 398 p.

A Festa do Divino Espírito Santo: Contexto histórico

23/05/2023 15:01

A Festa do Divino Espírito Santo, trazida pelos açorianos em meados do Séc. XVIII, é uma importante festividade popular de Santa Catarina. 

Segundo Sarita Santos, a festa tem origem na promessa feita pela rainha Isabel de Aragão ao Divino Espírito Santo, clamando pela paz e reconciliação entre o rei D. Diniz e seu filho Afonso. E o pedido foi aceito pelo Espírito Santo! Então foi feita a festa, que já se espalhara pela Europa. A primeira celebração foi formada pelo rei e a rainha, que ofereceram uma coroa à igreja, bem como seus soldados, formando um cortejo. Todas as pessoas queriam ver e reverenciar a coroa oferecida pela rainha. As doações dos nobres portugueses custearam comes e bebes aos camponeses, e aos mais necessitados. Assim, a festa passa a ser realizada anualmente  em diversas regiões de Portugal. Como o rei e a rainha não poderiam estar em todas as festas, passam a ser representados, simbolicamente, por um casal festeiro.

Imagem retrata a pomba branca e a bandeira da Festa do Divino Espírito Santo realizada no Ribeirão da Ilha, no ano de 1981. Fonte: Acervo Bibliográfico do NEA.

A festa é levada para os Açores já com os primeiros portugueses que lá chegaram e se torna a mais tradicional festividade celebrada por aquele povo. Lá, após um forte terremoto em 1522, os “impérios” são incorporados à tradição. Esses impérios eram pequenas capelas, de cores vivas, onde eram colocadas as coroas, e os utensílios usados na festa. Neste mesmo período, há também a formação das Irmandades do Espírito Santo, que se encarregam de realizar a festa. 

A festa e outras diversas manifestações culturais dos açorianos chegam a Santa Catarina a partir de 1748, com a articulação do engenheiro militar Brigadeiro José da Silva Paes, o primeiro governador da Capitania da Ilha de Santa Catarina. O arquipélago açoriano, à época, estava enfrentando dificuldades de produção de alimentos, e com uma população bastante empobrecida. A região de Santa Catarina, por outro lado, tinha uma escassa população e um vasto território a ser explorado e povoado. Silva Paes, assim, sugere a vinda de casais açorianos à capitania que dirigia a fim de iniciar um povoamento mais abundante destas terras.
A vinda dos casais açorianos ao litoral catarinense gerou na região um legado que se estende até os dias de hoje, em uma memória histórico-cultural que se manifesta na vida cotidiana de quem aqui vive. A Festa do Divino Espírito faz parte deste legado, se constituindo como uma das maiores expressões da tradição açoriana. Assim, é a maior festa religiosa de vários municípios litorâneos e quatorze comunidades em Florianópolis. 

As festas são realizadas nos meses de maio a setembro, seguindo o calendário litúrgico católico. Cada comunidade pode ter características próprias no festejo, mas que não alteram a essência do culto ao Espírito Santo. As festas costumam seguir o ciclo do Divino Espírito Santo, que é formado por quatro etapas: os peditórios, as novenas, as cantorias e a festa em si. Os grandes símbolos que formam a festa são a presença da bandeira do Divino, o casal festeiro (imperador e imperatriz), o cortejo imperial, a coroação, pagamento de promessas e bandas.

REFERÊNCIA

SANTOS, Sarita. A Folia do Divino: Contada & Cantada por Picucho Santos. Balneário Piçarras: Oficina Birô de Criação, 2022.