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Os Santos Populares: São João e as Sanjoaninas nos Açores
Publicado em 23/06/2023 às 12:06O mês de junho, em Portugal, é o mês dos Santos Populares. As comemorações em Santo Antônio abrem as festas 13 de junho. Este Santo, muito celebrado em Lisboa e Porto, é também celebrado na região dos Açores, em especial nas cidades que tem este como padroeiro. São João, em 24 de junho, é muito festejado na Ilha Terceira bem como em outras regiões dos Açores, com as Festas Sanjoaninas. Encerrando o ciclo das festas dos Santos Populares do mês junho, São Pedro é celebrado em 29 de junho, principalmente no Pico e em São Miguel.
As marchas Sanjoaninas. Fonte: bomdia.fr/sanjoaninas-fazem-regressar-emigrantes-aos-acores/
A tradicional festa de São João tem origem em rituais pagãos europeus, que celebravam o solstício de verão em homenagem ao sol e à fecundidade. O ritual ao Sol é adaptado ao cristianismo, que buscava abarcar tradições para se estabelecer na Europa. Dessa forma, o Jesus Cristo seria lido como um sol novo que nasce próximo ao solstício de inverno do Hemisfério Norte, trazendo a luz. Já a Festa de São João, que seria no dia do nascimento de João Batista, está próximo do solstício de verão do Hemisfério Norte, sendo a festa do Sol. João, primo de Jesus Cristo, teria nascido seis meses antes de seu primo e deveria ser o testemunho de que a luz viria, uma espécie de prelúdio.
Nas Ilhas dos Açores, a principal festa de São João acontece na Ilha Terceira, onde são chamadas de Sanjoaninas. Diversos elementos compõem essa festa, que é celebrada por dias com muita alegria pela multidão. As Sanjoaninas sempre iniciam com um cortejo, com a Rainha em posição de destaque, acompanhada de crianças e de um mestre de cerimônias. O presidente da Câmara Municipal recebe a rainha no Salão de Cerimônias, onde esta profere o discurso que inicia o cortejo. A cada ano, há um tema para a festa, que se faz presente na decoração dos carros alegóricos que compõem o cortejo. Os temas costumam ser relacionados à natureza, como o mar, a praia, a primavera, entre outros. Durante a festa, há uma forte presença da vegetação, que se faz presente de maneiras variadas. A vegetação decora os carros alegóricos, as casas, os mastros da cidade.Enfim, são várias alegorias.
Outro elemento que tem papel importante na festa é o touro, que faz parte de diversas brincadeiras como a tourada, e as corridas de corda e de praça. Os carros que levam os touros são decorados de flores, e são acompanhados de muita música. Outros importantes elementos são a fogueira e os fogos de artifício, espantando os maus espíritos. As tradicionais fogueiras marcam a virada do dia 23 para o dia 24, enquanto os fogos de artifício fazem seu show à parte, iluminando o céu da cidade e atraindo os olhares dos que passam. Ainda, há de citar os jogos. Durante a festa, acontecem competições esportivas como jogos de tênis, hóquei e até mesmo pequenas maratonas.
A festa, composta por todos estes elementos citados, é deveras importante na Ilha Terceira. Invade as ruas com sua música, barulho e alegria, invadindo também com alegria as mentes e corpos de quem participa. Assim, atrai os moradores, bem como turistas que vão conhecer a cultura dos ilhéus.
ANGELO, Elis Regina Barbosa. TRAJETÓRIAS DOS IMIGRANTES AÇORIANOS EM SÃO PAULO: Processos de formação, transformação e ressignificação das representações culturais. 2011. 363 f. Tese (Doutorado) – Curso de História Social, Pontifícia Universidade Católica, São Paulo, 2011.
COSTA, Antonieta. As Festas Sanjoaninas e suas origens mais remotas. Estudo Comparativo Documental. Cadernos Neps, Guimarães, p. 7-56, 2002.
MARTINS, Francisco Ernesto de Oliveira. Festas Populares dos Açores. 1 ed. Maia: Gráfica Maiadouro. 1985. 398 p.
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A Festa do Divino Espírito Santo: Contexto histórico
Publicado em 23/05/2023 às 15:01A Festa do Divino Espírito Santo, trazida pelos açorianos em meados do Séc. XVIII, é uma importante festividade popular de Santa Catarina.
Segundo Sarita Santos, a festa tem origem na promessa feita pela rainha Isabel de Aragão ao Divino Espírito Santo, clamando pela paz e reconciliação entre o rei D. Diniz e seu filho Afonso. E o pedido foi aceito pelo Espírito Santo! Então foi feita a festa, que já se espalhara pela Europa. A primeira celebração foi formada pelo rei e a rainha, que ofereceram uma coroa à igreja, bem como seus soldados, formando um cortejo. Todas as pessoas queriam ver e reverenciar a coroa oferecida pela rainha. As doações dos nobres portugueses custearam comes e bebes aos camponeses, e aos mais necessitados. Assim, a festa passa a ser realizada anualmente em diversas regiões de Portugal. Como o rei e a rainha não poderiam estar em todas as festas, passam a ser representados, simbolicamente, por um casal festeiro.
Imagem retrata a pomba branca e a bandeira da Festa do Divino Espírito Santo realizada no Ribeirão da Ilha, no ano de 1981. Fonte: Acervo Bibliográfico do NEA.
A festa é levada para os Açores já com os primeiros portugueses que lá chegaram e se torna a mais tradicional festividade celebrada por aquele povo. Lá, após um forte terremoto em 1522, os “impérios” são incorporados à tradição. Esses impérios eram pequenas capelas, de cores vivas, onde eram colocadas as coroas, e os utensílios usados na festa. Neste mesmo período, há também a formação das Irmandades do Espírito Santo, que se encarregam de realizar a festa.
A festa e outras diversas manifestações culturais dos açorianos chegam a Santa Catarina a partir de 1748, com a articulação do engenheiro militar Brigadeiro José da Silva Paes, o primeiro governador da Capitania da Ilha de Santa Catarina. O arquipélago açoriano, à época, estava enfrentando dificuldades de produção de alimentos, e com uma população bastante empobrecida. A região de Santa Catarina, por outro lado, tinha uma escassa população e um vasto território a ser explorado e povoado. Silva Paes, assim, sugere a vinda de casais açorianos à capitania que dirigia a fim de iniciar um povoamento mais abundante destas terras.
A vinda dos casais açorianos ao litoral catarinense gerou na região um legado que se estende até os dias de hoje, em uma memória histórico-cultural que se manifesta na vida cotidiana de quem aqui vive. A Festa do Divino Espírito faz parte deste legado, se constituindo como uma das maiores expressões da tradição açoriana. Assim, é a maior festa religiosa de vários municípios litorâneos e quatorze comunidades em Florianópolis.As festas são realizadas nos meses de maio a setembro, seguindo o calendário litúrgico católico. Cada comunidade pode ter características próprias no festejo, mas que não alteram a essência do culto ao Espírito Santo. As festas costumam seguir o ciclo do Divino Espírito Santo, que é formado por quatro etapas: os peditórios, as novenas, as cantorias e a festa em si. Os grandes símbolos que formam a festa são a presença da bandeira do Divino, o casal festeiro (imperador e imperatriz), o cortejo imperial, a coroação, pagamento de promessas e bandas.
REFERÊNCIA
SANTOS, Sarita. A Folia do Divino: Contada & Cantada por Picucho Santos. Balneário Piçarras: Oficina Birô de Criação, 2022.
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PENINHA: a referência da Cultura Popular da Ilha de SC.
Publicado em 16/03/2023 às 11:49Quando Gelci José Coelho descobriu as artes e a literatura ele abriu um mundo de possibilidades para expressar a sua visão de um mundo de cores, alegrias, vivências, e de tradições.
Numa das suas primeiras “viagens” à Capital do Estado de SC ele reconheceu que os seus sonhos e desejos poderiam se concretizar em experiências culturais autênticas e imaginárias, e que a vida cultural é possível, basta acreditar nas suas formas de expressão.
Gelci José Coelho “Peninha”, desde que começou o seu curso de História na UFSC, foi incansável na busca das manifestações culturais da Ilha de SC. Como servidor da UFSC, quando iniciou as suas funções trabalhando no Departamento de História, sempre se dedicou às coisas da cultura e das suas formas de expressão. E quando finalmente se encontrou com o universo dos Museus, atuando no então Museu de Antropologia da UFSC – atual MArquE, ele se lançou para um convívio com a Cultura Popular, sendo um aprendiz do fazer cultural acompanhando Franklin Joaquim Cascaes em tudo. Afinal, ele descobriu na prática de Cascaes a sua própria vida cultural.
Peninha foi o precursor da Museologia em SC. Foi aluno do Curso de Especialização em Museologia na USP, e foi responsável em disseminar os seus conhecimentos na disciplina de Tópicos Especiais: Introdução à Museologia, oferecida pelo Departamento de História (nos anos de 1980).
Ao lado do seu inspirador e amigo Cascaes, Peninha conheceu o universo mítico, mágico, e imaginário da Ilha de SC.
O legado de Cascaes é obra de Peninha!
Peninha lutou para que a produção cultural de Cascaes ficasse aqui na UFSC. Ele integrou os trabalhos de criação do Núcleo de Estudos Açorianos – NEA/SECARTE/UFSC, e foi um dos maiores animadores e provocador das ações de valorização da Herança Cultural Açoriana em SC, e no mundo.
Nas ações em favor da Museologia em SC ele integrou o grupo de trabalho para a criação do Núcleo de Estudos Museológicos – NEMU, que se tornou uma referência nacional em termos de formação continuada em Museologia.
Como artista plástico, Peninha vivia sem limites para a criação e expressão. Ele foi o criador e maior incentivador do Palhostok – festival de rock realizado em Palhoça (1974). Viveu as experiências de visitar muitos museus em sua permanência em São Paulo, acumulando desejos de ver Santa Catarina se expressando como um espaço de liberdade artística e cultural.A sensibilidade de Peninha em perceber as manifestações populares como expressões da vida das pessoas lhe confere o título de referência da Cultura Popular de Santa Catarina, pois ele viveu intensamente, e ativamente, todas as possíveis formas de expressão da arte e da cultura.
Estamos, nesta data de 16 de março de 2023, assistindo a chegada de Peninha ao paraíso do convívio dos elementais do nosso imaginário ilhéu. Certamente que ele será recebido com grande alegria por todas as pessoas que já fazem parte de grande Baile Místico da nossa Cultura Popular.
Francisco do Vale Pereira
Coordenador NEA/SECARTE/UFSC -
Visita da Presidência do Governo dos Açores à Florianópolis
Publicado em 01/03/2023 às 11:24No dia 22 (quarta-feira) de março deste ano, o presidente do Governo Regional dos Açores, Dr. José Manuel Bolieiro, junto a uma comitiva, estará visitando Florianópolis em função da comemoração dos 350 anos da fundação de Florianópolis, 275 anos de presença açoriana em Florianópolis e comemoração dos 250 anos da Irmandade do Divino Espírito Santo (Florianópolis/ SC).
O Presidente participará de diversas atividades comemorativas, sociais e oficiais. Estando no dia 22 (quarta-feira) de março às 9 horas, no centro de Florianópolis, em visita oficial em decorrência da comemoração aos 250 anos da Irmandade do Divino Espírito Santo. A ocasião é a oportunidade do Governo Regional dos Açores fazer a entrega de coroas, cetros e salvas para a Irmandade do Divino Espírito Santo (Florianópolis/ SC) , para a Comunidade do Pântano do Sul (Florianópolis/ SC), para a Comunidade de Sambaqui (Imbituba/ SC) e para a Comunidade de Benfica (Palmeira/ PR), além da entrega de uma viola dois corações (viola de doze cordas) ao Grupo Açor Sul Catarinense (Sombrio/ SC).
Ainda no dia 22 (quarta-feira), a comitiva dos Açores será recepcionada para um almoço com o Governador do Estado de Santa Catarina. À tarde, às 17 horas, a comitiva participará da Sessão Solene no Instituto Histórico e Geográfico de Santa Catarina; pela noite, a comitiva será recepcionada pelo Prefeito de Florianópolis, no Resort Costão do Santinho.
Nesta ocasião, vários representantes do conselho deliberativo do NEA estarão presentes nas atividades da visita oficial do Presidente do Governo Regional dos Açores.
No dia 23 (quinta-feira), pela manhã, a comitiva fará uma visita protocolar ao Grupo ND/Record e às 19 horas participará da Sessão Solene realizada na Câmara de Vereadores de Florianópolis.
O Núcleo de Estudos Açorianos da Universidade Federal de Santa Catarina (NEA/ UFSC), vinculado à Secretaria de Cultura, Arte e Esportes (SeCArtE), estende o convite para celebrar a ocasião das comemorações para toda a comunidade.
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Reportagem de jornalista da Agecom UFSC sobre reprodução de tainha em laboratório é finalista em premiação de jornalismo.
Publicado em 22/11/2022 às 11:432° Prêmio de Jornalismo em Ciência, Tecnologia e Inovação: “Na categoria Institucional, o jornalista da Agecom, Maykon de Oliveira Bento, é finalista com a reportagem Tainha de laboratório: UFSC é pioneira na reprodução de espécie em cativeiro.”
– Notícias UFSC 22/11/2022
A reportagem de 24 de Maio de 2022, de Maykon de Oliveira Bento, conta com uma rica quantidade de informações sobre os estudos realizados na UFSC que tem por objetivo reproduzir Tainhas em laboratório. A Tainha, que nas palavras do autor, é “símbolo da tradição” e que, portanto, carrega valorosa importância para toda tradição do litoral catarinense, também está presente na pesca artesanal da região, ou seja, na economia nativa, que poderá, de acordo com os estudos expostos na reportagem, “contribuir para o nascimento de alternativas economicamente viáveis, capazes de garantir a oferta da tainha durante o ano inteiro e agregar valor à sua produção”. Ainda na reportagem, o coordenador do Núcleo de Estudos Açorianos (NEA), Francisco do Vale Pereira, deixou sua contribuição no tema da Tainha enquanto patrimônio imaterial e identidade cultural catarinense.
Confira a reportagem: https://jornalismoufsc.shorthandstories.com/tainha-de-laboratorio/
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A benzedura, a universidade e a tradição popular: uma reflexão.
Publicado em 16/11/2022 às 15:45Capa de livro com coletânea de histórias de benzedeiras e benzedores de Florianópolis – SC.
É recorrente no cenário popular catarinense o aparecimento da Benzedura: como história, saber e solução. É história para os mais jovens. É saber para os benzedores e, sobretudo, para as benzedeiras, que carregam nas costas a permanência dessa tradição; que por sua vez também é solução para aqueles que acreditam na cura de cobreiro, de zipra e da dissolução da tradicional cultura popular frente à importação cultural.
“Eu é que te benzo, Deus é quem te cura” revela uma oração escrita em folha de papel de autoria desconhecida. O ato de benzer traz a tona uma serie de questões para além da benzedura em si; o caráter místico e/ou religioso, assim como o caráter popular de determinada tradição comumente nos leva – aqueles atrelados ao rigor acadêmico – a uma batelada de enganos e suposições. Se tratando de ciência, a forma religiosa e a ausência de formação acadêmica das benzedeiras e dos benzedores aparecem como um empecilho para o processo de cura. O que se tem por evidente é que a benzedura não substitui qualquer tipo de orientação médica profissional; contudo, o conhecimento popular não deve ser tratado como puro misticismo anticientífico. A utilização de plantas, chás, pomadas e outros recursos carregam um caráter medicinal que advém da experiência e da tradição e que, ao haver proximidade com a pesquisa e a ciência, adquirem uma validade científica, rompendo com os grilhões da alienação acadêmica. Nesse sentido, é dever da própria academia conferir, na medida do possível, as bases para a aceitação do conhecimento popular.
Outra barreira que a benzedura rompe é a segregação religiosa. Comumente, em tempos sombrios, parece haver uma batalha entre as religiões, sobretudo contra a plena aceitação das religiões de matriz africana. Em meio aos morros e as praias do litoral catarinense, a tradição açoriana abraça a primeira vista, principalmente, a população “nativa” e católica – constantemente associada à figura do “manezinho” – que em uma mão carrega um crucifixo e em outra uma tarrafa, mas também abraça aqueles que têm em suas estantes as figuras dos santos e os tambores de axé. É diante de tal realidade que vemos tanto o exemplo do seu “Chico da Luz”, morador do Campeche há mais de 70 anos, católico e benzedeiro, quanto da dona Enaide, moradora do Morro do Céu e de dona Claudete do Morro do Mocotó, benzedeiras e curandeiras que, respectivamente, preservam a memória do povo preto e da Umbanda, ao se utilizar de guias e santos. Não é demandado tanto esforço, portanto, para enxergar o poder, que é material, concreto, social do ato de benzer; a tradição rompe os muros da universidade, aproximando a população originária da ciência, assim como as diferenças sociais. Eis o motivo da necessidade incessante de se preservar a cultura açoriana e assegurar os direitos do povo originário.
Bibliografia:
FRANÇA, Maria da Conceição Fernandes de et al. SABERES QUE CURAM: A BENZEDURA COMO TRADIÇÃO POPULAR. Revista Includere, Mossoró, v. 1, p. 271-273, 2016.
NERY, Vanda Cunha Albieri. Rezas, Crenças, Simpatias e Benzeções: costumes e tradições do ritual de cura pela fé. In: VI Encontro dos Núcleos de Pesquisa da Intercom, 2006, Uberlândia/MG. Anais. Uberlândia/MG: 2006.
Costa EP. Benzedeiras no sistema oficial de saúde do Ceará: relações entre religiosidade e medicina popular [internet]. [dissertação]. São Paulo: Universidade Presbiteriana Mackenzie; 2009. 43 f. [acesso em 2019 abr 21]. Disponível em: http://tede.mackenzie.br/jspui/bitstream/tede/2534/1/Elizabeth%20Parente%20Costa.pdf
» http://tede.mackenzie.br/jspui/bitstream/tede/2534/1/Elizabeth%20Parente%20Costa.pdf -
Governo dos Açores Convoca para o Cadastro no Site Açorianos no Mundo
Publicado em 17/10/2022 às 15:16O Govern
o Regional dos Açores convoca todos açorianos por nascimento, ascendência e afinidade que residam fora dos Açores, e cidadãos que tenham residido na Região Autônoma dos Açores por um período mínimo de cinco anos, realizarem seu cadastro no site Açorianos no Mundo, em vista de aproximar todas as comunidades açorianas espalhadas pelo mundo à região do Arquipélago dos Açores.
Essa aproximação deve incluir não somente o conhecimento dos indivíduos sobre os Açores de hoje e suas potencialidades, como também a participação no processo de contínuo desenvolvimento da região, vinculando-os ao processo eleitoral para a escolha dos representantes das suas comunidades que integram o Conselho da Diáspora Açoriana (CDA).
Com este intuito, o site Açorianos no Mundo busca estreitar os laços das comunidades açorianas fora do Arquipélago e aproximá-las de sua história e do futuro desenvolvimento da Região dos Açores.
O Núcleo de Estudos Açorianos, portanto, reforça a convocação do Governo Regional dos Açores para todos que façam parte da história e da cultura açoriana se registrarem no site, tornando possível uma maior integração ao desenvolvimento da região.
Link para registro: https://acorianosnomundo.azores.gov.pt/registar
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28° AÇOR – Sombrio/ SC
Publicado em 27/09/2022 às 14:58Apresentações culturais, estandes, desfile das delegações, missa do Divino Espírito Santo, artesanato, comida típica, e muito mais, o 28° AÇOR foi realizado nos dias 16 a 18 de setembro de 2022, em Sombrio/ SC.
Com 58 apresentações culturais (danças folclóricas, folguedos, canto coral, cantorias do terno de reis e do Divino Espírito Santo e apresentações das escolas do município), a população de Sombrio e de outras partes do estado celebraram a cultura de base açoriana que marca a cultura catarinense.
O resgate e preservação da herança cultural açoriana pôde ser visto claramente entre os 53 estandes, nas apresentações culturais, no desfile que apresentou pela cidade as roupas e cultura açoriana e na missa do Divino Espírito Santo, que contou com a entrada das bandeiras do Divino.
A festa comportou 8 espaços de alimentação, contendo em alguns comidas típicas da cultura açoriana. Os estandes trouxeram de técnicas de artesanato até os produtos resultantes destes, ainda houve exposições de características próprias da cultura açoriana enraizada em Santa Catarina, como a arquitetura representada em maquetes.
O boi de mamão foi uma constante no evento, contando com diversas formas de sua manifestação na região litorânea do estado. Com danças, a população de Sombrio entrou na brincadeira para festejar, sendo chamada a bailar com os grupos na frente do palco.
Celebrando a fé legada pelos casais açorianos que aqui aportaram, a missa do Divino Espírito Santo ocorreu, recebendo as bandeiras do Divino, representando a vivacidade da cultura na região. Após a missa, foi erguido o mastro de São Sebastião, que foi movido pelas ruas da cidade até ser fixado na frente da igreja matriz.
O evento foi gigante, recepcionando muitos cidadãos de Sombrio e de municípios vizinhos. Quem não pôde comparecer, fica com algumas fotos do evento:
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Entrega do Troféu Açorianidade 2022
Publicado em 31/08/2022 às 15:49A Cerimônia de Entrega do Troféu Açorianidade aconteceu no dia 25 de agosto, no município de Sombrio/ SC.
Além da entrega do Troféu aos agraciados, houveram também as apresentações culturais dos grupos folclóricos Gaivo Açor e Açor Sul Catarinense.
O Troféu Açorianidade foi criado com objetivo de reconhecer e valorizar o trabalho de Instituições, Pessoas e Empresas, em prol da Cultura de Base Açoriana do estado de Santa Catarina. Sua entrega é o prenúncio da Festa da Cultura Açoriana em Santa Catarina, o AÇOR, que ocorre todo ano. Este ano, a 28ª edição do AÇOR será realizada nos dias 16, 17 e 18 de setembro, no município de Sombrio/ SC.
Confira algumas imagens da Entrega do Troféu Açorianidade 2022:
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NEA Convida para Programação Cultural: Tuna de Medicina do Porto/ Portugal
Publicado em 24/08/2022 às 16:23O Núcleo de Estudos Açorianos e a Secretaria de Cultura, Arte e Esporte (SECARTE – UFSC) convidam a comunidade universitária para participar da apresentação da Tuna de Medicina do Porto (Tuna acadêmica da faculdade de medicina da Universidade do Porto/ Portugal), que ocorrerá no dia 26 de agosto.
A tuna é um agrupamento musical caracterizado principalmente pela utilização de cordofones (instrumentos de corda), mas não se limitando a estes, podendo ser acompanhada de instrumentos de percussão. Atualmente, a tuna é composta também pela utilização de canto em suas apresentações. Existem dois tipos de tuna, a tuna popular e a tuna acadêmica ou universitária, esta realizada por estudantes de universidades.
A Tuna de Medicina do Porto é uma tuna acadêmica, composta por estudantes da faculdade de medicina da Universidade do Porto, em Portugal. A fundação desta tuna foi a materialização de um sonho antigo de seus fundadores, sendo efetuada em 1991, e tem seu repertório inspirado nas décadas portuguesas de 1930, 1940 e 1950. O grupo realiza suas apresentações para além das fronteiras portuguesas pelo menos desde 1993, passando por uma diversidade de países até então, como Alemanha, Brasil, China, Holanda, Índia, Suíça, entre muitos outros.
No dia 26 de agosto de 2022, a Universidade Federal de Santa Catarina estará recepcionando a Tuna de Medicina do Porto, contando com sua apresentação no varandão do Centro de Cultura e Eventos da UFSC, das 12h às 13h, com repertório preparado para esta Digressão, que tem em sua programação apresentações destacadas abaixo.
Programação das apresentações em Florianópolis:
25/08 (quinta-feira) 26/08 (sexta-feira) 27/08 (sábado) 14h: Apresentação da Tuna de Medicina do Porto no Espaço Cultural Dr. Adolfo Bezerra de Menezes/ SEEDE – Seara Espirita Entreposto da Fé 9h30 às 10h: Apresentação da Tuna de Medicina do Porto aos membros da Diretoria do Conselho Regional de Medicina (CRM), com convívio 12h às 13h: Apresentação da Tuna de Medicina do Porto no Mercado Público, Centro de Florianópolis 12h às 13h: Apresentação da Tuna de Medicina do Porto no Centro de Cultura e Eventos da UFSC Além desta apresentação, o grupo da Universidade do Porto continuará seu tour pelo Brasil, passando pelas cidades de Curitiba, Iguaçu e Rio de Janeiro, entre os dias 29 de agosto a 6 de setembro. Acompanhe a Tuna por suas redes sociais: https://www.facebook.com/TunaMedicinaPorto